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Irlanda criminaliza abuso psicológico na violência doméstica

Saiu no site DIÁRIO DE NOTÍCIAS – PORTUGAL

 

Veja publicação original:    Irlanda criminaliza abuso psicológico na violência doméstica

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Os abusos psicológicos e emocionais já são crime na Irlanda, com a entrada em vigor, no dia 1 de janeiro, da Lei da Violência Doméstica 2018 (Domestic Violence Act 2018). A nova legislação pretende dar uma maior proteção a vítima de “controlo coercivo”, um tipo de abuso psicológico e emocional definido como uma forma de retirar a alguém a sua auto-estima e capacidade de defesa.

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Embora o abuso psicológico e emocional – incluindo o controlo de comportamento, o isolamento e as ameaças de violência – possa ser mais difícil de reconhecer do que a violência física, tem efeitos igualmente prejudiciais para as vítimas, dizem os especialistas.

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O ministro da Justiça e Igualdade da Irlanda, Charlie Flanagan, disse que a nova lei “reconhece que o efeito do controlo não-violento num relacionamento íntimo pode ser tão prejudicial como o abuso físico porque é um abuso de confiança associado a um relacionamento íntimo “. O governante acrescentou que “esta nova disposição envia uma mensagem de que a sociedade não tolerará mais a terrível violação da confiança cometida por um parceiro contra o outro num contexto íntimo”.

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Num inquérito europeu da Agência Europeia dos Direitos Fundamentais, em 2014, sobre a violência contra as mulheres, quase um terço das mulheres irlandesas (31%) afirmaram ter sofrido abuso psicológico por parte de um parceiro. Outras 23% das entrevistadas disseram ter experimentado o comportamento de controlo, 24% disseram ter sofrido um comportamento abusivo e 12% disseram ter passado por perseguição (incluindo stalking online).

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A Women’s Aid, a Organização Nacional de Apoio à Violência Doméstica da Irlanda, disse que, apesar de ser bem-vinda, a nova lei, para ser eficaz, deve ter recursos adequados. “Deve ser prática e deve tornar as vítimas e os seus filhos mais seguros contra abusos. O que é prometido no papel deve ter recursos suficientes para ser eficaz nas pessoas afetadas pela violência doméstica “, disse Margaret Martin, diretora da Women’s Aid.

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A Irlanda é um dos países que criminalizaram o abuso psicológico ou emocional. Em 2010, o governo francês criminalizou a violência psicológica em relacionamentos íntimos, com a infração a ser punível com pena máxima de três anos de prisão e multa de 45 mil euros. Na Inglaterra e no País de Gales, o controlo coercitivo em relacionamentos íntimos tornou-se crime em 2015. No ano passado, a Escócia também adotou uma medida semelhante.

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Em Portugal, a legislação em vigor contempla o abuso psicológico como crime e considera que a vítima de violência doméstica é “a pessoa singular que sofreu um dano, nomeadamente um atentado à sua integridade física ou psíquica, um dano emocional ou moral, ou uma perda material, diretamente causada por ação ou omissão, no âmbito do crime de violência doméstica.” Além disto a lei diz que há crime quando existam”maus tratos físicos e psíquicos, incluindo castigos corporais, privações da liberdade e ofensas sexuais (…) a pessoa de outro ou do mesmo sexo” com quem o agressor “mantenha ou tenha mantido uma relação análoga à dos cônjuges, ainda que sem habitação”. A lei também criminaliza, entre outros, as ameaças, a coacção, a difamação, as injúrias, a subtracção de menor.

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A nova lei irlandesa incluiu medidas adicionais para combater a violência baseada no género, incluindo a criminalização de casamentos forçados, revogando a legislação anterior que permitia que menores de idade se casassem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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