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Na Bahia, mês do Júri contabiliza setes julgamentos de feminicídio

Saiu no site CNJ

 

Veja publicação original: Na Bahia, mês do Júri contabiliza setes julgamentos de feminicídio

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Entre os 182 júris que efetivamente ocorreram durante o mês de novembro, quando as comarcas trabalharam concentrando esforços para realizar a apreciação popular de crimes dolosos (intencionais) contra a vida, sete foram ligados a feminicídio.

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Feira de Santana computou duas sessões de julgamento relativas a esse tipo de crime. Iniciando o Mês do Júri, a comarca realizou, no dia 1º de novembro, o julgamento de um homem de 27 anos acusado de tentar matar a ex-namorada com golpes de faca, além de ferir a prima da vítima. O réu foi condenado a quatro anos e três meses e cumprirá a pena em regime aberto.

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Já no dia 13 de novembro, o Tribunal do Júri reuniu-se em Feira de Santana para julgar um deficiente visual acusado de matar a esposa grávida. O julgamento também terminou com a condenação do réu, que deverá cumprir mais de 16 anos de prisão.

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Na comarca de Santo Estevão, o acusado de matar sua companheira foi condenado a 18 anos de reclusão em regime fechado. O crime, cometido por motivo fútil e ainda valendo-se de recurso que dificultou a defesa da ofendida, ocorreu na presença de duas crianças, filhas da vítima.

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No dia 20 de novembro, em Sobradinho, a Juíza Rafaele Curvelo Guedes dos Anjos também presidiu julgamento relacionado a crime de feminicídio. O réu foi condenado a 28 anos e 10 meses de reclusão e a um ano de detenção.

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Em Riachão do Jacuípe, o julgamento do crime de tentativa de feminicídio ocorreu no dia 26 de novembro, data em que foi iniciada a XII Semana da Justiça pela Paz em Casa. Promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os Tribunais de Justiça estaduais desde 2015, essa campanha tem como objetivo ampliar a efetividade da Lei Maria da Penha, concentrando esforços para agilizar o andamento dos processos relacionados à violência de gênero.

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O júri em questão foi qualificado ainda como “torpe e majorado pela prática na presença de descendente da vítima”. A sessão, presidida pelo Juiz Titular da Vara Criminal da localidade, Marco Aurélio Bastos de Macedo, durou todo o dia, iniciando às 9h30 e finalizando somente às 21h30. Ao final, o réu foi condenado pela prática do crime a uma pena de 16 anos de reclusão, em regime inicial fechado.

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O Mês Nacional do Júri foi instituído pela Recomendação nº 53/2016. No ano passado, o CNJ editou a Portaria nº 69, formalizando a política judiciária voltada à realização anual de um mês dedicado ao Tribunal do Júri.

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Assessoria de Comunicação do TJBA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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