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Cerca de 30 pedidos de medida protetiva são encaminhados por dia em delegacia de Porto Alegre

Saiu no site G1

 

Veja publicação original: Cerca de 30 pedidos de medida protetiva são encaminhados por dia em delegacia de Porto Alegre

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No ano passado, foram 9,6 mil pedidos de medida protetiva encaminhados na capital gaúcha. Em 2018, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Porto Alegre realizou 60 prisões de homens que descumpriram as medidas.

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Por Josmar Leite

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Cerca 30 pedidos de medida protetiva são encaminhados por dia somente na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Porto Alegre, a maior do Rio Grande do Sul. Com muitos casos de violência contra a mulher, a ação requer urgência. Após a vítima realizar o boletim de ocorrência, o pedido da medida protetiva é encaminhado ao fórum em até 24h. A Justiça tem então 48h para decidir.

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No ano passado, foram 9,6 mil pedidos de medida protetiva encaminhados na capital gaúcha. Em 2018, a Deam de Porto Alegre realizou 60 prisões de homens que descumpriram as medidas. Segundo a delegada Tatiana Bastos, ao menor sinal de violência, a mulher já pode fazer o pedido e também ter acesso à uma rede de proteção.

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“A vítima tem direito de solicitar em todas as violências da Lei Maria da Penha. Não precisa ter violência física. As ameaças, violências psicológicas, até mesmo violências morais, perturbação da tranquilidade [também valem]. É importante que a gente diga que as medidas protetivas não são um escudo, elas são um pedaço de papel. É importante que junto com a medida protetiva, a gente oriente essa vítima em relação a várias recomendações de segurança, e até inclusive encaminhe ela para uma rede de proteção”, explica a delegada.

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Esse rede prevê que o agressor mantenha distância mínima da mulher, suspende porte ou registro de arma legalizada, afastamento do lar, se ainda morarem juntos, condução a um local seguro indicado pela mulher ou a um abrigo, proibição de contato por qualquer meio, pagamento de despesas, caso a mulher seja dependente financeiramente, e ainda, suspensão do direito de visitas se tiverem filhos.

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“Nós sabemos que as violências não começam com feminicídio. Elas vão numa crescente até chegar nesse crime que é a máxima representação da violência de gênero. É importante que a mulher peça ajuda, que aceite, tem que ter essa adesão da vítima a todas essas recomendações”, afirma a delegada.

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Na manhã desta quinta-feira (13), uma mulher, que a reportagem não vai identificar por questão de segurança, fez um boletim de ocorrência contra o ex-namorado. Já é a segunda vez que ela procura a polícia em busca de proteção.

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“Eu namorei ele em 2015 e durante um ano eu comecei a perceber situtações que não davam mais. Agressivo, me pegou pelo pescoço e aí eu registrei, em 2016, um boletim de ocorrência. Recebi a medida protetiva meio ano e depois de 2016 até aqui, ele não me perturbou mais. Só que, infelizmente, essa tranquilidade durou até essa semana. Na terça-feira eu recebi novas ligações, novas mensagens dele. E isso me incomodou muito e por isso que estou hoje aqui na delegacia registrando novo boletim de ocorrência”, relata.

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Segundo a vítima, é preciso realizar a denúncia. “O que eu diria para as mulheres, que elas não precisam ter medo. Qualquer ameaça, qualquer motivo que elas se sentirem amedrontadas, que elas vão até a delegacia, que elas registrem boletim de ocorrência, porque é o nosso direito, porque a gente não pode mais sofrer calada”.

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Quatro feminicídios no RS em menos de 48h

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Só nesta semana, quatro mulheres foram mortas no estado, onde os principais suspeitos de terem cometido os crimes são os maridos ou ex-companheiros das vítimas. Na noite de segunda-feira (10), ocorreram dois casos de feminicídio em menos de 4h em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e em Canela, na Serra.

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Na noite de terça (11), outros dois casos. Um homem é suspeito de esfaquear a ex-companheira em São Nicolau, na Região das Missões do Rio Grande do Sul. O crime ocorreu por volta das 19h30. Segundo a Polícia Civil, o suspeito não aceitava o fim do relacionamento.

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Por volta 23h30, um outro crime ocorreu em Porto Alegre. Um policial militar, de 31 anos, foi preso em flagrante após a ex-companheira ser morta a tiros na Avenida Juca Batista, no bairro Ipanema. Ela foi identificada como Michele Pires, de 35 anos.

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De acordo com a Polícia Civil, o PM já tinha sido afastado das funções de policiamento e era investigado por crimes cometidos usando a farda da Brigada Militar. Segundo as autoridades, armado com uma pistola, o homem invadiu o condomínio onde Michele morava e disparou três vezes contra a mulher.

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No momento do crime, Michele estava fazendo um jantar com amigos e com o filho de 12 anos. Ela teria pedido aos seguranças do condomínio que não deixasse o ex-companheiro entrar caso ele aparecesse. Conforme a polícia, o homem pulou o muro e chegou até o apartamento da mulher.

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Os amigos da vítima tentaram conter o policial, mas ele estava bastante alterado, segundo testemunhas. O relacionamento dele com Michele tinha acabado há seis meses. Eles teriam ficado juntos três anos.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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