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Mulheres conquistam mais cargos na diretoria quando lei exige

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Veja publicação original: Mulheres conquistam mais cargos na diretoria quando lei exige

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Por Jeff Green

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Os defensores da diversidade tentam há duas décadas convencer o mundo corporativo em relação ao equilíbrio entre gêneros nos conselhos. Em vez disso, talvez eles devessem tentar pressionar parlamentares.

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Um novo estudo da Egon Zehnder mostra que, entre os países com média de três ou mais mulheres nos conselhos das grandes empresas — considerado o limite para que a diversidade comece a gerar retornos maiores — todos, exceto um, têm sistemas de cotas exigidas pelo governo.

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“Quando analisamos os assentos dos conselhos nos quais houve mudanças, apenas um quarto foram preenchidos por mulheres”, disse Cynthia Soledad, uma das líderes do conselho de diversidade da Egon Zehnder e uma das autoras do estudo. “É preciso mais que um exercício intelectual ou um entendimento filosófico de que a diversidade é positiva e de que a diversidade nos beneficiaria.”

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Nos EUA, as grandes empresas têm em média 2,5 diretoras, e essa representação pouco cresceu desde 2012, disse Soledad. Não há nenhuma exigência nacional para o número de mulheres no conselho, embora a Califórnia tenha aprovado neste ano uma lei que exigirá pelo menos uma mulher nos conselhos de empresas com sede no estado até 2019, e três na maioria desses conselhos até 2021.

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Para que as diretorias adicionem mais mulheres, elas terão que expandir o universo além dos atuais e ex-CEOs e diretores, disse Soledad. Algumas empresas têm mostrado disposição para nomear mulheres que nunca atuaram em conselhos, nem foram CEOs, mas a maioria não, disse.

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Essa prática exclui a maioria das mulheres, que representam apenas 3,7 por cento dos CEOs entre os 44 países avaliados no estudo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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