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Avanços na igualdade de gênero permitem maior poder de voz feminina no Brasil

Saiu no site PLANALTO

 

Veja publicação original:  Avanços na igualdade de gênero permitem maior poder de voz feminina no Brasil

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Lei Maria da Penha, ampliação da licença-maternidade de servidoras públicas e políticas públicas ampliam as oportunidade no País

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Foram anos de desigualdades, de ausência de fala, de políticas deixadas para depois. Apesar de muitas diferenças persistirem, importantes conquistas podem ser celebradas por mulheres em todo o Brasil. Com número equivalente a 51,48% da população, elas conseguiram avançar para amenizar os efeitos de uma cultura machista.

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Durante o encontro do G20, em Buenos Aires, na Argentina, entre os dias 30 de novembro e 1º de dezembro, a perspectiva de gênero será um dos temas discutidos entre os países. Na Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável da ONU, o objetivo número cinco almeja “Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”.

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Legislação

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No setor público, o governo aumentou a licença-maternidade das mulheres para seis meses. Advogadas que trabalham por conta própria podem solicitar suspensão de prazos processuais por 30 dias, prazo que antes não era concedido à situação. Porém, a maternidade é uma das questões que ainda influenciam negativamente no mercado de trabalho

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De acordo com a diretora de Políticas para Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), Maria Bernadete Lieuthier, a situação reflete diretamente na remuneração. “Apesar de tanta luta, ainda há muita diferença salarial. A questão da própria maternidade da mulher, elas tentam conciliar carreira e família. Muitas vezes perdem oportunidades”, afirmou.

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Violência

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Um exemplo do desequilíbrio ou desigualdade de gênero é refletido nos altos índices de violência contra as mulheres. Por isso, iniciativas como a Lei Maria da Penha, em 2006, e a Lei do Feminicídio, em 2015, aumentam a proteção e dão voz às mulheres. Ainda nesse âmbito, o governo federal instituiu um Plano Nacional de Combate à Violência Doméstica, que visa integrar municípios, estados e o governo federal, na ampliação de políticas públicas voltadas às mulheres.

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Campanhas como a #vctemvoz, a fim de celebrar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, também foram implantadas para ampliar a voz da mulher na luta contra agressões. Mulheres, negros e indígenas, bem como a comunidade LGBT também sofrem com violência de gênero.

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Representatividade

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Com direito a votar e ser votada, ao longo dos anos, a legislação eleitoral também foi avançando e permitindo a participação feminina no Parlamento. A partir do próximo ano, por exemplo, a bancada feminina na Câmara terá seu maior número desde 1933, subirá de 51 deputadas federais para 77. Para dar maior equidade entre os governantes, a legislação determina que, nas eleições proporcionais, cada partido ou coligação deve preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo.

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De acordo com a diretora diretora de Políticas para Mulheres da CNTC, o desafio é levar conscientização e empoderamento às mulheres, como meio de amenizar as diferenças e reconhecer o papel da mulher na sociedade. “As mulheres precisam ter mais confiança para galgar espaço de uma forma igual de uma vez por todas”, disse.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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