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Semana Justiça pela Paz em Casa: BA realiza júri de feminicídio tentado

Saiu no site CNJ

 

Veja publicação original: Semana Justiça pela Paz em Casa: BA realiza júri de feminicídio tentado

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A 12ª edição da Campanha Semana Justiça pela Paz em Casa do Tribunal de Justiça da Bahia mobiliza uma série de atividades na capital e no interior do Estado. Nesta terça-feira (27), foi realizado um júri relativo a um processo de tentativa de feminicídio na Comarca de Morro de São Paulo, Costa do Dendê.

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A sessão foi realizada no auditório da Fortaleza de Morro de São Paulo, no município de Cairu, e presidida pelo Magistrado Reinaldo Peixoto Marinho. Até o fechamento deste texto, o julgamento permanecia em andamento.

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O crime aconteceu na zona rural do município de Presidente Tancredo Neves em 2016. Desde a tentativa do crime, o réu permanecia em cárcere. O júri contou com a participação dos Promotores de Justiça, Livia Luz Farias e Ariomar José Figueredo; e do Advogado Daniel Pereira lima.

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Além do juri de feminicídio, a Comarca de Morro de São Paulo também realizou um ciclo de palestras, abordando temas relacionados a violência doméstica contra as mulheres na abertura da 12ª edição da campanha. O evento aconteceu durante o turno vespertino, no auditório do Village Paraíso Tropical.

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O ciclo contou com palestras da Defensora Pública da Comarca de Valença, Ana Carolina Castro; a Delegada de Polícia do Município de Cairu, Argimária Freitas; o Juiz de Direito da 1ª Vara Crime, Júri e Execuções Penais da Comarca de Valença, Reinaldo Peixoto Marinho; a Tenente da Polícia Militar Luana Dantas, da 33ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM); a Advogada integrante da Comissão da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção Valença, Laila Melo; a Promotora de Justiça Titular da 1ª Promotoria de Justiça de Valença, Lívia Luz Farias; o Promotor de Justiça Ariomar Figueredo; e a Pedagoga Lidnea Sousa, integrante da Secretaria de Juventude do Município de Cairu.

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Capital – Na capital, até o final desta semana, o TJBA oferece serviços gratuitos diversos para a população, na Praça de Serviços do seu edifício-sede, no Centro Administrativo (CAB), das 9h às 17h. Nesta terça-feira (27), quem compareceu ao local pôde acompanhar a exibição do Mestre de capoeira Eduardo Pinaúna e das crianças assistidas pelo Projeto D’Arte. Ele explica que a iniciativa foi desenvolvida na comunidade do “Pela Porco”, na antiga Rodoviária, Sete Portas, e na região da Djalma Dutra, na Vila São Salvador.

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O projeto oferece aulas gratuitas de capoeira para crianças e jovens destas localidades, além de promover aulas de reforço escolar. “Através deste projeto, conseguimos resgatar alguns garotos das drogas e fazemos o acompanhamento destes jovens e de suas famílias”, conta o Mestre de capoeira. Ele acredita que está “construindo uma sociedade melhor” e “traz esperança”, com o trabalho desenvolvido pelo grupo.

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Entre os serviços oferecidos na Semana Justiça pela Paz em Casa do TJBA, estão: o cadastro e pesquisa de vaga de emprego, por meio do Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra (Simm); inscrição no programa federal Bolsa Família; no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). Há também o serviço de orientação sobre litígios que possam ser solucionadas nos Centro Judiciários de Solução Consensual de Conflitos (Cejusc). Os participantes também podem aferir pressão ocular, arterial e glicemia.

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Somos Todas Maria da Penha – Também na capital baiana, o Grupo Somos Todas Maria da Penha promove uma reunião na manhã desta quarta-feira (28), às 9h, na 3ª Vara da Justiça pela Paz em Casa, localizada na sede do Centro Universitário Jorge Amado, na Avenida Luís Viana Filho. O grupo, que apoia mulheres que possuem processos tramitando na unidade, aderiu à Campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher”.

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Promovida anualmente pela Organização das Nações Unidas (ONU), a iniciativa escolheu o tema “Pinte o Mundo de Laranja: #MeEscuteTambém” em 2018. A ação busca alertar sobre a necessidades de ouvir e acreditar nas vítimas sobreviventes e, principalmente, colocar fim à cultura do silêncio que impede a quebra do ciclo de atos violentos e abusivos.

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Semana Justiça pela Paz em Casa – Promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desde 2015, a ação consiste em o esforço concentrado para a realização de julgamentos de processos de violência contra a mulher. A terceira edição realizada em 2018, e a última deste ano, teve início na última segunda-feira (26) e vai até a próxima sexta-feira (30). A Coordenadoria da Mulher, liderada pela Desembargadora Nágila Brito, está à frente da ação no Judiciário baiano.

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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