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Adultos agrediram quatro mil crianças em apenas seis meses

Saiu no site VOA PORTUGUES – PORTUGAL

 

Veja publicação original:  Adultos agrediram quatro mil crianças em apenas seis meses

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Activistas e parlamentares sugerem a melhoria de leis de protecção.

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“Eu estava a passar, a caminho da casa da minha amiga, cerca das 17-18 horas. Ele chamou-me e dormiu comigo”.

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O depoimento é de uma criança de 10 anos, que foi violada em Manica, no centro de Moçambique, por um idoso de 77 anos de idade.

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O individuo em causa foi detido pela polícia.

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Este é um dos quatro mil casos reportados de violência contra crianças registados, no primeiro semestre deste ano, neste país. Outros tantos ocorrem sem o conhecimento das autoridades e activistas.

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Nas estatísticas, há casos de crianças de zero a quatro anos de idade (14%) violadas.

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“Cresce o número de denúncias ou publicação de casos de violação dos direitos da criança, como violência sexual, violência doméstica e casamentos prematuros”, afirma Luis Bitone, da Comissão Nacional dos Direitos Humanos.

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Bitone diz que há casos ligados à crenças culturais que contribuem para a violação sexual de menores.

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Na literatura especializada, consta, por exemplo, que há indivíduos que acreditam que manter relações sexuais com uma virgem pode eliminar o vírus causador da SIDA.

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Perante este quadro de elevada violência, activistas e parlamentares sugerem a melhoria de leis de protecção da criança.

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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