HOME

Home

Cansadas de machismo, palmeirenses criam movimento para mulheres torcerem juntas

Saiu no site GLOBO ESPORTE

 

Veja publicação original: Cansadas de machismo, palmeirenses criam movimento para mulheres torcerem juntas

.

Torcedoras do Palmeiras se unem através do VerDonnas, um grupo criado para incentivar mulheres a irem juntas ao estádio. Motivação foi ato de violência no metrô

.

Por Caíque Andrade

.

Acostumadas a lidar com o machismo e a violência nos estádios de futebol, 11 meninas palmeirenses fundaram no fim do mês de setembro o VerDonnas, um grupo feito de mulheres para mulheres, que tem o intuito de unir torcedoras para irem juntas aos jogos e estimular cada vez mais mulheres a acompanharem o esporte e o Palmeiras.

.

Em pouco menos de um mês o movimento acumula mais de quatro mil seguidores no Instagram e quase três mil em sua conta no Twitter. Além disso, as meninas se reúnem em dois grupos de Whatsapp com mais de 300 mulheres no total.

.

.

Integrantes do VerDonnas — Foto: Reprodução Instagram

Integrantes do VerDonnas — Foto: Reprodução Instagram

.

.

.

O início

.

Tudo começou no dia 28 do último mês de setembro, quando circularam vídeos de duas torcedoras do Palmeiras sendo agredidas e expulsas do metrô por torcedores do Corinthians. Após o ocorrido, Amanda Honel, uma palmeirense assídua e ativa nas redes sociais, publicou em sua conta no Twitter sobre a necessidade de existir uma torcida feminina em que as mulheres se ajudassem e fossem juntas aos jogos.

.

A publicação repercutiu muito e foi criado o grupo no Whatsapp, inicialmente com 11 meninas apoiando a causa. Elas discutiram ideias e marcaram uma reunião onde surgiu de vez o VerDonnas. O nome é uma junção do feminino de Verdão com donna, que significa mulher em italiano.

.

Tainá Shimoda, uma das fundadoras, conversou com o Globoesporte.com sobre o movimento.

.

– Eu acho que o principal é união, que é muito importante quando falamos de futebol e mulher. É muito importante para incentivar e promover. União entre as meninas torcedoras. E acolhimento é a grande palavra que temos sentido. As meninas se sentem acolhidas para irem aos estádios. Percebemos rápido que a demanda era muito grande e eu acho que o maior impacto é incentivar mais mulheres a irem aos jogos e deixar as que já iam mais seguras por terem companhia.

.

.

.

O machismo no futebol

.

A palmeirense de 26 anos falou também do cenário que as mulheres costumam encontrar nos estádios.

.

– Ainda é muito difícil. Ouvindo de várias meninas do movimento, percebi que muitas se sentem ameaçadas de alguma forma, algumas têm medo de irem sozinhas. Há uma questão muito forte de machismo nos estádios. Há quem pense que a mulher não pode cantar o tempo inteiro e não pode se estressar com o time. Ainda tem homem que pergunta sobre a regra do impedimento, como se mulher não entendesse de futebol, ou que acham que as meninas vão aos jogos só pelo fato de o namorado ser palmeirense.

.

Conforme contou Tainá, até na estrutura dos estádios existe machismo. Nas entradas do Allianz Parque nos jogos do Palmeiras, por exemplo, costumam ficar cerca de cinco policiais homens e apenas uma mulher para fazer a revista. Sendo assim, as mulheres acabam enfrentando uma fila maior. A torcedora do Palmeiras lembra também que no setor que ela costuma frequentar no estádio do Pacaembu, há apenas um banheiro feminino, enquanto existem três masculinos.

.

.

.

Assistindo aos jogos

.

O jogo contra o Grêmio, pela 29° rodada do Campeonato Brasileiro, foi a primeira ida em grupo. As meninas marcam um ponto de encontro oficial no metrô e vão juntas, mas como algumas não vão de metrô, e nem todas compram ingresso para o mesmo setor do estádio, vários grupos de mulheres palmeirenses foram ao Pacaembu apoiar o time na vitória por 2 a 0 sobre o Tricolor Gaúcho.

.

.

.

Fundadoras do VerDonnas — Foto: Reprodução Instagram

Fundadoras do VerDonnas — Foto: Reprodução Instagram

.

Desde que o grupo foi formado e as meninas começaram a se organizar para acompanhar os jogos juntas, o Palmeiras ainda não jogou fora de casa. Algumas administradores vão na próxima quarta-feira (24) a Buenos Aires assistir ao jogo contra o Boca Jrs, pela semifinal da Copa Libertadores e já estão divulgando para outras mulheres que forem, avisarem para irem juntas.

.

Para quem não vai viajar, as VerDonnas estão organizando um encontro em um bar, que dará desconto para as palmeirenses e haverá sorteio de camisas.

.

.

– A gente espera que o VerDonnas chegue muito longe. Gostaríamos de conversar com o clube para deixar mais oficializado. O nosso intuito é crescer para ajudar cada vez mais gente e trazer meninas de fora de São Paulo. Queremos deixar isso de herança para as palmeirenses. Uma coisa que esperamos muito e já vemos, é que quem começa a integrar já se sente parte e percebe que o movimento é dela, também – concluiu Tainá Shimoda, uma das administradoras do movimento.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Preliminares rejeitadas Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Lucimeire Maria da Silva, afastou inicialmente a alegação de inépcia da inicial. Segundo a magistrada, a petição apresentou de forma lógica a causa de pedir e os fatos e fundamentos jurídicos necessários ao exercício do contraditório. Também rejeitou a alegação de cerceamento de defesa. O voto destacou que os réus participaram virtualmente da audiência e tiveram oportunidade de prestar depoimento pessoal, mas a produção da prova foi inviabilizada por eles próprios. Conforme registrado na ata, os réus foram instados três vezes a abrir a câmera. Quando um deles finalmente o fez, constatou-se que ambos estavam no mesmo ambiente. Mesmo após duas determinações para que permanecessem separados, de modo a preservar a incomunicabilidade entre os depoentes, eles não atenderam à ordem. Provas da espionagem No mérito, a desembargadora afastou a alegação de insuficiência de provas. Além da perícia realizada no aparelho, destacou os depoimentos que descreveram como ocorreu a instalação do programa e a forma de acesso às informações. Conforme ressaltou, tanto a vítima quanto os informantes afirmaram que os réus chegaram a mostrar à mulher informações e imagens obtidas pelo aplicativo, em uma espécie de intimidação. Para a relatora, o conjunto probatório demonstrou suficientemente que a mulher foi submetida a reiterada perseguição pelo ex-companheiro e pelo filho, que instalaram o aplicativo para monitorar suas ligações, localização e outros dados pessoais. Violação da intimidade Ao analisar a responsabilidade civil, a magistrada considerou que o monitoramento clandestino representou ingerência abusiva na esfera privada da mulher e violou direitos da personalidade, especialmente a intimidade, a vida privada e a liberdade individual. Segundo o voto, a instalação de mecanismo de vigilância sem consentimento caracterizou ato ilícito, nos termos do art. 186 do CC. Comprovados também o dano e o nexo causal, incidiu o dever de indenizar previsto no art. 927. A relatora o dano moral in re ipsa. De acordo com ela, a gravidade da violação à esfera íntima torna desnecessária a demonstração específica do prejuízo. Conforme afirmou, a vigilância constante, mediante interceptação de dados pessoais e monitoramento da rotina, ultrapassou mero dissabor e atingiu a dignidade, a autonomia e a segurança emocional da vítima. Violência doméstica Outro ponto destacado foi o enquadramento da conduta na lei Maria da Penha. Para a magistrada, o vínculo familiar não reduz a gravidade dos fatos, ao contrário, aumenta a reprovabilidade do comportamento, diante dos deveres de lealdade, respeito e proteção esperados nas relações familiares. A relatora observou que a instalação do aplicativo para acompanhar comunicações, deslocamentos e a rotina da mulher constitui forma de controle abusivo e invasivo no âmbito familiar. Assim, enquadrou a prática nas modalidades de violência psicológica e moral previstas no art. 7º da lei 11.340/06. Segundo o voto, a vigilância clandestina submeteu a vítima a situação de permanente controle e violação de sua esfera íntima, afetando diretamente sua liberdade e integridade psíquica. “A utilização de mecanismos tecnológicos para vigilância não autorizada intensifica a reprovabilidade do comportamento, evidenciando dolo e deliberada intenção de controle”, registrou. Indenização majorada Ao examinar o recurso da vítima, a relatora concluiu que os R$ 5 mil fixados contra cada réu eram insuficientes diante das circunstâncias do caso. Segundo o voto, a definição do dano moral deve considerar a situação das partes, a extensão do dano e a gravidade da culpa, além de observar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, sem permitir enriquecimento sem causa nem reduzir a condenação a montante incapaz de cumprir sua função preventiva e corretiva. No caso, a desembargadora classificou a conduta dos réus como “extremamente reprovável” e destacou o real constrangimento imposto à vítima. Assim, fixou a reparação em R$ 6 mil por réu, totalizando R$ 12 mil, valor considerado mais adequado para compensar a violação aos direitos da personalidade e desestimular novos atos ilícitos. O entendimento foi acompanhado pelo colegiado. Processo: 0710401-64.2022.8.07.0005 Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/462340/filho-e-ex-indenizarao-por-espionar-celular-de-mulher-apos-termino

Categorias

HOME