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Conheça os livros do clube de leitura feminista de Emma Watson

Saiu no site ELLE:

 

Veja publicação original:  Conheça os livros do clube de leitura feminista de Emma Watson

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Por Raquel Drehmer

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A seleção trata de assuntos como racismo, relação com o corpo e o poder feminino que precisa ser descoberto e valorizado.

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Uma vez a cada dois meses, Emma Watson debate um livro escolhido por ela própria com uma comunidade online de mais de 215 mil pessoas. O Our Shared Shelf foi criado em janeiro de 2016 pela atriz, que declarou sentir necessidade de ler tudo que fosse possível sobre equidade de gêneros desde que começou seu trabalho como embaixadora da ONU Mulheres.

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Até agora, já foram 19 títulos. Os destaques são:

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“O Mito da Beleza” – Naomi Wolf

Clube de leitura Emma Watson - O Mito da Beleza

 (Reprodução/Reprodução)

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Uma análise da relação pouco saudável entre as mulheres e seus corpos, causada principalmente pelos padrões de beleza irreais que as atingem diariamente.

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“O Conto da Aia” – Margaret Atwood

Clube de leitura Emma Watson - O Conto da Aia

 (Reprodução/Reprodução)

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O livro em que se baseia a série “The Handmade’s Tale” foi o primeiro do clube de leitura de Emma. Aqui somos apresentadas a um (assustador) futuro distópico em que as mulheres são divididas em categorias de acordo com sua “utilidade” (esposa, salvadora, aia etc.) e não têm direito nenhum. A história é contada sob a ótica de Offred, uma aia separada de seu marido e de sua filha quando o país passou pela terrível transformação que levou a este estado das coisas.

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“O Poder” – Naomi Alderman

Clube de leitura Emma Watson - O Poder

 (Reprodução/Reprodução)

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Romance-dentro-do-romance que imagina um mundo em que garotas adolescentes têm uma arma poderosa e mortal que pode mudar tudo. Foi apontado por Barack Obama como um de seus livros favoritos em 2017.

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“Mulheres Que Correm Com Os Lobos” – Clarissa Pinkola Estés

Clube de leitura Emma Watson - Mulheres que Correm com os Lobos

 (Reprodução/Reprodução)

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Contos de fadas e histórias folclóricas em geral são analisadas no sentido de descobrir o que significa ser mulher na nossa realidade.

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“Os Monólogos da Vagina” – Eve Ensler

Clube de leitura Emma Watson - Os Monólogos da Vagina

 (Reprodução/Reprodução)

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A experiência feminina é explorada por meio de uma série de monólogos sobre temas como menstruação, sexo e parto.

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“Hunger: A Memoir of (My) Body” – Roxane Gay

Clube de leitura Emma Watson - Hunger

 (Reprodução/Reprodução)

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Roxane se abre sobre sua complicada relação com o peso, a comida e o trauma que isso gera, além de debater sobre a visão da sociedade sobre peso x saúde.

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“Heart Berries: A Memoir” – Marie Therese Mailhot

Clube de leitura Emma Watson - Heart Berries

 (Reprodução/Reprodução)

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Um livro de memórias de uma mulher indígena da reserva Seabird Island, no noroeste Pacífico do Canadá.

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Além deles, já foram lidos e debatidos:

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“O Ódio que Você Semeia” – Angie Thomas

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“The Radium Girls: The Dark Story of America’s Shining Women” – Kate Moore

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“Why I’m No Longer Talking to White People About Race” – Reni Eddo-Lodge

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“Mom & Me & Mom” – Maya Angelou

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“Metade do Céu ‑ Transformando a Opressão em Oportunidades para as Mulheres do Mundo Todo” – Nicholas D. Kristof e Sheryl WuDunn

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“Hunger Makes Me a Modern Girl” – Carrie Brownstein

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“Persépolis” – Marjane Satrapi

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“The Argonauts” – Maggie Nelson

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“How to Be A Woman” – Caitlin Moran

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“All About Love: New Visions” – bell hooks

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“A Cor Púrpura” – Alice Walker

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“Minha Vida na Estrada” – Gloria Steinem

 

 

 

 

 

 

 

 

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Preliminares rejeitadas Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Lucimeire Maria da Silva, afastou inicialmente a alegação de inépcia da inicial. Segundo a magistrada, a petição apresentou de forma lógica a causa de pedir e os fatos e fundamentos jurídicos necessários ao exercício do contraditório. Também rejeitou a alegação de cerceamento de defesa. O voto destacou que os réus participaram virtualmente da audiência e tiveram oportunidade de prestar depoimento pessoal, mas a produção da prova foi inviabilizada por eles próprios. Conforme registrado na ata, os réus foram instados três vezes a abrir a câmera. Quando um deles finalmente o fez, constatou-se que ambos estavam no mesmo ambiente. Mesmo após duas determinações para que permanecessem separados, de modo a preservar a incomunicabilidade entre os depoentes, eles não atenderam à ordem. Provas da espionagem No mérito, a desembargadora afastou a alegação de insuficiência de provas. Além da perícia realizada no aparelho, destacou os depoimentos que descreveram como ocorreu a instalação do programa e a forma de acesso às informações. Conforme ressaltou, tanto a vítima quanto os informantes afirmaram que os réus chegaram a mostrar à mulher informações e imagens obtidas pelo aplicativo, em uma espécie de intimidação. Para a relatora, o conjunto probatório demonstrou suficientemente que a mulher foi submetida a reiterada perseguição pelo ex-companheiro e pelo filho, que instalaram o aplicativo para monitorar suas ligações, localização e outros dados pessoais. Violação da intimidade Ao analisar a responsabilidade civil, a magistrada considerou que o monitoramento clandestino representou ingerência abusiva na esfera privada da mulher e violou direitos da personalidade, especialmente a intimidade, a vida privada e a liberdade individual. Segundo o voto, a instalação de mecanismo de vigilância sem consentimento caracterizou ato ilícito, nos termos do art. 186 do CC. Comprovados também o dano e o nexo causal, incidiu o dever de indenizar previsto no art. 927. A relatora o dano moral in re ipsa. De acordo com ela, a gravidade da violação à esfera íntima torna desnecessária a demonstração específica do prejuízo. Conforme afirmou, a vigilância constante, mediante interceptação de dados pessoais e monitoramento da rotina, ultrapassou mero dissabor e atingiu a dignidade, a autonomia e a segurança emocional da vítima. Violência doméstica Outro ponto destacado foi o enquadramento da conduta na lei Maria da Penha. Para a magistrada, o vínculo familiar não reduz a gravidade dos fatos, ao contrário, aumenta a reprovabilidade do comportamento, diante dos deveres de lealdade, respeito e proteção esperados nas relações familiares. A relatora observou que a instalação do aplicativo para acompanhar comunicações, deslocamentos e a rotina da mulher constitui forma de controle abusivo e invasivo no âmbito familiar. Assim, enquadrou a prática nas modalidades de violência psicológica e moral previstas no art. 7º da lei 11.340/06. Segundo o voto, a vigilância clandestina submeteu a vítima a situação de permanente controle e violação de sua esfera íntima, afetando diretamente sua liberdade e integridade psíquica. “A utilização de mecanismos tecnológicos para vigilância não autorizada intensifica a reprovabilidade do comportamento, evidenciando dolo e deliberada intenção de controle”, registrou. Indenização majorada Ao examinar o recurso da vítima, a relatora concluiu que os R$ 5 mil fixados contra cada réu eram insuficientes diante das circunstâncias do caso. Segundo o voto, a definição do dano moral deve considerar a situação das partes, a extensão do dano e a gravidade da culpa, além de observar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, sem permitir enriquecimento sem causa nem reduzir a condenação a montante incapaz de cumprir sua função preventiva e corretiva. No caso, a desembargadora classificou a conduta dos réus como “extremamente reprovável” e destacou o real constrangimento imposto à vítima. Assim, fixou a reparação em R$ 6 mil por réu, totalizando R$ 12 mil, valor considerado mais adequado para compensar a violação aos direitos da personalidade e desestimular novos atos ilícitos. O entendimento foi acompanhado pelo colegiado. Processo: 0710401-64.2022.8.07.0005 Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/462340/filho-e-ex-indenizarao-por-espionar-celular-de-mulher-apos-termino

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