HOME

Home

Caso da menina morta por cotovelada de namorado é berro de alerta

Saiu no site UNIVERSA:

 

Veja publicação original: Caso da menina morta por cotovelada de namorado é berro de alerta

.

Por Nina Lemos

.

Um namorado no meio de uma briga “se descontrola” e puxa seu cabelo. Depois de beber, ele fica mais nervoso ainda e segura no seu pulso com força, porque ele queria muito que “você se acalmasse”, e você “estava descontrolada”. A coisa vai num crescente, porque ele é muito “alterado”. Você começa a esconder marcas.

.

.

ATENÇÃO!

.

Se você já usou alguma dessas desculpas para “tentar entender” seu namorado violento, ou aceitou algum desses argumentos do sujeito “cabeça quente” é hora de parar de agir assim. O caso é muito sério. E não é a primeira nem a última vez que a Universa vai tocar nesse assunto.

.

Na madrugada de sexta-feira, Jaqueline Aparecida Lopes de Moraes, uma estudante e garçonete de 19 anos, morreu após levar uma cotovelada do namorado. Uma cotovelada, sim. O crime aconteceu na porta da casa em que vivia com a família, em Mogi das Cruzes, São Paulo. O golpe foi desferido no meio de uma discussão. A estudante caiu no chão e teve fratura de crânio. Motivo da briga ,contado pela mãe de Jaqueline: a vítima não teria atendido uma ligação de telefone dele, porque seu celular estava desligado.

.

Você não atende o telefone na hora em que o seu namorado liga e é MORTA POR ISSO. Não. Chega.

.

“Cê viu como é que eu tava, alteradão, acabei fazendo besteira. Dei logo um pancadão na Jaque, ela caiu lá desmaiada no chão e vim embora”, a mensagem foi enviada pelo suspeito, conhecido como Elson, para um amigo pelo Whatsapp. “Estava alteradão”, diz o sujeito, como se isso fosse normal, uma parte da sua personalidade. Chega da desculpa do sou assim e pronto.

.

Tudo dói quando ouvimos essa história. E incomoda muito ver que o ciclo da violência e do abuso parece tão familiar.

.

A mãe, preocupada, já teria proibido o assassino de entrar em sua casa. A família e os amigos eram contra o relacionamento, porque o cara era agressivo. E porque ela aparecia vez ou outra com manchas roxas.

.

.

503 mulheres agredidas por hora

.

Os números mostram que 30% das mulheres brasileiras já passaram por algum tipo de violência. Algumas “parecem” menos graves, como ameaças verbais. Mas nenhuma delas é. É hora de parar de tolerar.

.

Quantos caras agridem (e existem várias formas de agressão, repito), por alegarem “ter gênio difícil”? Em quantos relacionamentos cria-se uma tempestade por causa de uma coisa mínima tipo, ela não atendeu o telefone? Se nunca aconteceu com você, já deve ter acontecido com uma amiga, uma filha de amiga, alguém da escola.

.

Não são todos os casos que acabam tão tragicamente. Mas a história de Jaqueline, e de muitas outras (503 mulheres brasileiras são vítimas de agressão a cada hora) são mais que um sinal de alerta, são um berr0 de desespero.

.

O suspeito continua foragido. Jaqueline foi socorrida pela mãe e uma amiga, mas já chegou morta ao hospital. Precisamos ficar atentas. Muito. O tempo todo. E cuidar bem da gente e das outras mulheres e meninas.

 

 

 

.

.

.

.

.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

Categorias

HOME