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9 milhões de mulheres viraram ‘chefe de família’ nos últimos 7 anos

Saiu no site VALOR

 

Veja publicação original:   9 milhões de mulheres viraram ‘chefe de família’ nos últimos 7 anos

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Por Bruno Villas Bôas

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RIO  –  Nos últimos sete anos, 9 milhões de mulheres passaram a exercer a função de chefe de família no país. No mesmo período, 661 mil homens perderam essa função. É o que mostra o módulo especial sobre características de moradores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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De acordo com a pesquisa, as mulheres apontadas como pessoa de referência na família representavam 45% dos domicílios do país, oito pontos percentuais a mais do que o verificado em 2012, início da série histórica da pesquisa do IBGE. Desta forma, existiam no ano passado 32,2 milhões de mulheres nessa função.

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É importante lembrar, porém, que a pesquisa domiciliar do IBGE permite uma interpretação subjetiva do termo “pessoa de referência” da residência. Nas entrevistas, os agentes do IBGE não deixam explícito se essa pessoa de referência é necessariamente a pessoa que assume a maior parte das despesas do domicílio, embora essa seja a tendência.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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