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TEREZINHA GUILHERMINA: NOSSA CAMPEÃ PARALÍMPICA EMPODERADA

Ela é a velocista cega mais rápida do mundo. Nos Jogos Paralímpicos Londres 2012, ao completar a prova dos 100 m em 12’01”, garantiu seu lugar no livro dos recordes. Mineira, de origem pobre, formada em psicologia depois de adulta, colecionadora de prendedores de cabelo, descobriu apenas aos 16 que nasceu com retinose pigmentar, doença congênita que provoca perda gradual da visão. Antes, acreditava que era assim que todo mundo enxergava.

De seus 12 irmãos, cinco também têm deficiência visual. Quando está competindo, diz que se sente uma artista diante da possibilidade de apresentar ao mundo aquilo que mais sabe e gosta de fazer: correr. Apesar de todas as dificuldades da vida, Terezinha Guilhermina foi à luta. E se agarrou ao esporte, transformando-se em uma mulher empoderada, que vence os obstáculos do dia a dia e ainda quer mais. Para os Jogos Paralímpicos, em setembro, mostra-se mais forte do que nunca. Estou física e mentalmente melhor do que em Londres 2012. E com apenas 10% de gordura no corpo, diz, confiante e vaidosa de sua boa forma.

Terezinha trabalha firme para que seu ano seja especial e que traga novas medalhas para o Brasil. Mas também faz planos para a vida: após as Paralimpíadas deseja ser mãe e seguir carreira como psicóloga e coaching esportiva. Os estudos e o esporte são meus pilares.

Confira a mensagem que Terezinha deixou para nós!

Terezinha também está retratada no filme Para todos , que estreia dia 23 de junho em todo o país. Com direção de Marcelo Mesquita e roteiro de Peppe Siffredi, o documentário mostra a bem-sucedida história do esporte paralímpico brasileiro, por meio das trajetórias dos paratletas Alan Fonteles, Daniel Dias, Fernando Fernandes, Terezinha Guilhermina, Susana Schnarndorf, Yohansson do Nascimento, Fernando Cowboy Rufino e Ricardinho. Superação é só o começo dessa história. Nos treinos, em competições, sob pressão, nas derrotas, nas vitorias, no cotidiano, são revelados a personalidade e os conflitos de cada um. Ali, todos tem seus pontos fortes e fracos. Como todos nós.

Além dos cinemas, a produção será levada à rede pública de ensino, em várias regiões do país, com o projeto Para todos nas Escolas. A meta é chegar a 2 mil unidades escolares e aproximadamente 200 mil alunos até o fim do ano. Às vésperas da primeira Paralímpiada na América do Sul, a ideia é ampliar o debate sobre inclusão.

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Por Justiça de Saia

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