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Quanto custa uma laqueadura particular?

Saiu no site FINANÇAS FEMININAS

 

Veja publicação no site original:  Quanto custa uma laqueadura particular?

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Por Carol Nogueira

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A cirurgia de “ligadura das trompas” popularmente conhecida como laqueadura, é um dos métodos contraceptivos escolhidos por mulheres que não querem ter filhos. As condições de realização do procedimento constam na lei 9263/96, que versa sobre o planejamento familiar e estabelece que mulheres maiores de 25 anos, ou mais jovens com pelo menos dois filhos vivos estão aptas ao processo de esterilização.

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Com esse pré-requisito, mulheres casadas ou com união estável ainda precisam ter autorização do cônjuge, aguardar o prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade ao médico e a cirurgia – período no qual as mulheres devem frequentar reuniões do planejamento familiar para receber informações sobre os riscos do procedimento, possíveis efeitos colaterais, dificuldade de reversão e outras alternativas de métodos contraceptivos. Além dessas regras, a lei permite a realização da laqueadura em casos de risco à vida ou à saúde da mulher, mediante um relatório médico.

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A cirurgia é realizada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) ou pelo plano de saúde, conforme resolução da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) publicada em 2008, que incluiu a laqueadura no rol de procedimentos que devem ser oferecidos pelos convênios. Na rede pública de saúde, foram realizadas 73.658 laqueaduras em 2019, segundo dados do DataSus, do Ministério da Saúde.

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Quanto custa uma laqueadura particular?

Na rede privada, os custos podem variar de acordo com a estrutura. “As laqueaduras geralmente variam de R$ 5.000 a R$ 10.000, dependendo do médico, hospital, equipe e da técnica utilizada. Nesses valores estão inclusos os honorários médicos, como cirurgião, anestesista e auxiliar. Além da cirurgia em si e todos os materiais”, explica Henri Korkes, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp/Sorocaba).

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Fazer a laqueadura particular vai exigir um planejamento financeiro para pagar um valor tão alto. Lembre-se que apesar da possibilidade de parcelamento, pagar à vista é a melhor opção para evitar o endividamento e ainda permite que você negocie e peça descontos.

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Para ajudá-la a fazer cirurgia, utilize a técnica do parcelamento invertido que em vez de parcelar no seu cartão, você vai se planejar para poupar dinheiro e investir mensalmente como se fosse uma parcela. Saiba mais aqui.

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Apesar da lei, mulheres enfrentam dificuldades para fazer a laqueadura

Na internet e em grupos nas redes sociais, muitas pacientes relatam barreiras que impedem a realização da laqueadura. É o caso da agilista Malu Lopes, que tentou fazer a cirurgia pela primeira aos 18 anos, teve o pedido negado, não recebeu orientações sobre o procedimento, idade adequada e legislação para que pudesse tentar no futuro.

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Mais tarde, com 27 anos, Lopez procurou um médico para fazer a cirurgia, mas novamente teve o pedido negado. “Eles simplesmente se recusaram justificando que não poderiam fazer porque era proibido. Outros diziam que eu só poderia fazer se eu tivesse filhos e um marido para assinar a autorização. Nenhuma das justificativas estava dentro da lei, mas na época eu ainda não conhecia a legislação. Os médicos não te orientam direito, tentam interpretar a lei da maneira deles e se recusam a fazer por achar absurdo uma mulher não querer ter filhos”, conta.

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Alguns médicos que atendem mulheres sem filhos podem ter receio de realizar a laqueadura e depois receber um processo mesmo com a lei, segundo Ilza Maria Urbano Monteiro, ginecologista e vice- presidente da comissão nacional de anticoncepção da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

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“O processo pode acontecer se a paciente se arrepender e alegar que não foi bem informada. Muitas mulheres acreditam que a laqueadura pode ser reversível, quando na verdade a ideia é ser irreversível”, afirma.

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Após as rejeições dos profissionais de saúde, Lopez procurou orientações, descobriu grupos de mulheres nas redes sociais – em que são compartilhadas informações e experiências sobre a laqueadura – e teve acesso a uma lista com poucos médicos em São Paulo que fazem a cirurgia.

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“Ano passado marquei uma consulta pelo meu plano de saúde e foi super tranquilo. Ele não questionou os motivos da minha decisão e não tentou me fazer desistir. É muito restrito o número de médicos que orientam as paciente e seguem a lei”, diz.

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Mesmo sem médico ou hospital disponível para realizar o procedimento, uma resolução da ANS determina que a operadora do plano é obrigada a indicar um profissional ou instituição ainda que fora da rede conveniada e custear o atendimento. Em caso de dúvidas, procure os canais de relacionamento da agência reguladora.

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Fotos: AdobeStock.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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