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Nuances da construção das masculinidades brasileiras estreia em documentário

Saiu no site HYPENESS

 

Veja publicação original:   Nuances da construção das masculinidades brasileiras estreia em documentário

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“Falar sobre as masculinidades pode não ser a coisa mais urgente, mas certamente é algo que perpassa todas as questões urgentes que nossa sociedade precisa endereçar.” A frase, de Ismael dos Anjos, coordenador da pesquisa nacional Silêncio dos Homens, faz parte do documentário que traz dados inéditos sobre o raio-x da masculinidade brasileira. Erros, dores, violências e desafios são abordados em cinquenta minutos de produção. O trabalho, fruto de um giro de um ano pelo país, ouviu especialistas e histórias inspiradoras para entender se há — e como — formas mais saudáveis de ser homem atualmente.

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Na estreia, que aconteceu na última quinta-feira (29), no Reserva Cultural, estiveram presentes equipe, especialistas ouvidos no documentário, personagens, ativistas, além de convidados de Reserva, viabilizadora do projeto junto com Natura, e anfitriã da sessão na capital paulista. Ao mesmo tempo em que o documentário corria na tela do tradicional cinema paulistano, mais 240 pontos pelo país exibiam o filme em sessões independentes. No final da noite, o número de voluntários para continuar exibindo o filme voluntariamente em território nacional já passava de mil. Quando as luzes do cinema se acenderam, mulheres e homens se revezaram no microfone para fazer perguntas à equipe. Como acolher um amigo, como conversar com quem ainda é muito conservador e de que forma os homens podem começar a criar grupos foram alguns dos questionamentos que brotaram da sessão. Luiza Castro, diretora da produção, ressaltou a importância de que, ao desconstruir a masculinidade tóxica vigente no mundo hoje, o primeiro passo dos homens seja escutar atentamente as mulheres ao seu redor sem que façam dela professoras que os guiem para novos comportamentos. É preciso trilhar a estrada sozinho, sem colocar nos ombros femininos mais uma carga.

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A jornalista Camile Liguori, uma das convidadas da sessão, diz que o filme aborda uma questão essencial e que precisa ganhar o país: “Sai do cinema com a sensação de que O Silêncio dos Homens é o tipo de documentário que precisa rodar. Ele traz luz a um tema urgente, que precisa ser debatido e por isso tem que chegar longe, estourar a bolha e alcançar homens e mulheres de todos os cantos do Brasil. O questionamento e todo o ‘pensar sobre’ que ele carrega na sua narrativa com muita sensibilidade e empatia, vai enriquecer conversas de bares e fazer muita gente parar para pensar em pontos que nunca antes tinham sido refletidos”.

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Fruto de uma pesquisa que ouviu mais de 40 mil pessoas pelo Brasil, o filme traz recortes importantes para a discussão — como raça e classe — e que apontam que não há possibilidade de abordar o assunto sem entender que para determinados grupos, para determinadas maiorias minorizadas, os obstáculos, as carências, as violências, o acesso a oportunidades é completamente diferente e extremamente desigual e que, por isso, obviamente, a construção da masculinidade há de ser outra. Se quisermos ter uma compreensão do problema e mapear soluções, é urgente que se discuta as vivências do homem negro, do homem periférico, do homem trans.

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Como aspiração principal da trabalho, Guilherme Valadares, fundador do PapodeHomem e diretor criativo da pesquisa e de seus desdobramentos, diz sonhar com quem cada município brasileiro tenha um grupo que se reúna para discutir, repensar e encontrar caminhos mais benéficos para ser homem. Àqueles que quiserem se lançar a essa empreitada, há um materiais disponíveis com ferramentas e dicas para colocar tais grupos de pé.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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