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Neide Santos, a mulher que mudou o destino do Capão Redondo

Saiu no site ESTADÃO

 

Veja publicação original:   Neide Santos, a mulher que mudou o destino do Capão Redondo

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Confira entrevista com Neide Santos, que através da corrida de rua, ajuda a transformar a vida de muita gente com seu Projeto Vida Corrida, na periferia da zona sul paulistana, que hoje atende cerca de 700 pessoas.#CorridaMovimentoPelaVida #corridaderua #corridabeneficente #BlogCorridaParaTodos

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Neide é uma das embaixadoras da Corrida Movimento pela Mulher, marcada para 25 de agosto, ótima oportunidade para chamar aquela amiga que vem sofrendo calada, presa `a um relacionamento violento e ainda não se deu conta do perigo que corre.

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A corrida está na 3 terceira edição, terá provas de 5k e 10k e caminhada de 5k. Parte da renda gerada será investida em organizações sociais que defendem e trabalham em prol dos direitos das mulheres e que são parceiras da Corrida Movimento pela Mulher, como Instituto Maria da Penha, Projeto Vida Corrida, Geledés (Instituto da Mulher Negra), União das Mulheres e Plano de Menina.

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Você sonhava em ser atleta desde menina e, aos 14 anos, já tinha certeza de que o esporte mudaria sua vida – como de fato mudou. Continua mudando ainda hoje?

Neide Santos – Desde criança sonhava em ser atleta – e olímpica. Mas meu sonho ficou armazenado em algum lugar da memória. Em 2016, no entanto, tive a imensa satisfação de conduzir a tocha olímpica por merecimento, e pude assistir as Olimpíadas em nosso país, além de ver meu menino Júlio Cesar Agripino dentro do Estádio do Engenhão, com milhares de pessoas gritando seu nome. O esporte continua mudando minha vida ao ver meninas,que brincavam de correr, participando de competições internacionais; mulheres que eram simplesmente donas de casa conquistando medalhas e troféus em corridas de rua de 5K a 42K; mulheres que voltaram a estudar e hoje são professoras de educação física no Projeto Vida Corrida; mulheres empreendendo na comunidade para ter mais tempo com seus filhos e para a prática esportiva.

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Como está o Projeto Vida Corrida atualmente? Atende a quantas mulheres/ crianças?

Neide Santos – Atualmente atendemos 320 crianças (atletismo lúdico) e 340 mulheres (funcional e atletismo). Iniciamos treinos de futebol somente para meninas de 8 a 16 anos – e já são mais de 60 atendidas.

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Qual a ligação entre o Projeto Vida Corrida e o Movimento pela Mulher? Como se deu o encontro de Neide Santos e Gabi Manssur? E que frutos surgiram a partir dessa união?

Neide Santos  – Nossa ligação aconteceu pela paixão em comum pela corrida e pelo poder transformador deste esporte em nossas vidas. Um dia recebi um e-mail de uma promotora de justiça. Fiquei assustada e, antes mesmo de ler, pensei: “o que será que eu fiz de errado?”. Para minha surpresa era um pedido de visita. Sua ida ao projeto foi impactante para todas nós, mulheres de periferia. Em seguida, ela começou a dar suporte para todas que precisassem ser ouvidas e atendidas com dignidade em casos de violência doméstica e outras questões de justiça.

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Qual a importância de uma corrida como o Movimento pela Mulher?

Neide Santos – Conscientizar a sociedade que podemos viver em harmonia e igualdade entre homens e mulheres, correndo lado a lado.

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A Corrida Movimento para a Mulher é para mulheres e homens… Na sua opinião, qual a importância da participação masculina em um evento como esse?

Neide Santos – É importante para mostrarmos à sociedade o poder transformador do esporte, que não somos tão vulneráveis e juntos podemos reescrever uma nova história.

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Poderia dividir alguns exemplos de empoderamento por meio do esporte em sua comunidade?

Neide Santos – Temos vários casos. Vou citar alguns: Dayane Almeida, seu esposo e filho entraram no Projeto como alunos. Com o passar do tempo, ela se tornou voluntária em ações sociais e agora comanda um time de mais de 300 mulheres dando aulas de funcional. Livia Abade dedica parte de seu tempo para treinar para ultramaratonas, além de ter esposo, um casal de filhos e dar aula em uma escola da comunidade. Fatima Portela não sabia fazer um polichinelo e hoje é maratonista. Eugenia Stiguel iniciou no atletismo aos 70 anos e já fez até corrida de montanhas.

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Para quem quer começar a correr e não sabe por onde, o que você aconselha? Vale se inspirar em pessoas pelas redes sociais? Aliás, quem são suas inspirações online?

Neide Santos – Para quem quer começar em corrida de rua, ter uma amiga ao lado pode motivar. Uma ajuda a outra – e juntas podem ser mais fortes e ir mais longe. Uma dica fundamental é procurar um professor de educação física, uma assessoria esportiva ou um projeto como nosso para ter a orientação adequada. Vale muito inspirar-se em outras pessoas, sim. Vou destacar algumas das minhas inspirações: Paula Narvaez (que mesmo com a maternidade continuou a correr e incentivar outras mulheres); Debs Aquino (que venceu um câncer de mama e diariamente dá lições de otimismo e perseverança no esporte e na vida); Valery Melo (empreendedora e mãe, que enfrentou bravamente a doença de seu esposo e continua motivando muitas mulheres com sua força); Yara Achôa (que conheci há mais de 10 anos com quilos a mais que a incomodavam e hoje é maratonista e exemplo de mulher acima dos 50 anos que não se deixa limitar); Gabriela Manssur (corredora das boas, mulher incansável na luta contra o fim da violência doméstica).

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SERVIÇO

3ª CORRIDA MOVIMENTO PELA MULHER
Data: 25/8/2019
Local: região do Parque Ibirapuera, São Paulo
Largada: 7 da manhã
Modalidades: individual corrida (5K ou 10K) e caminhada (5K)
Valor: R$ 85 (primeiro lote); R$ 95 (segundo lote)
Inscrições: https://www.ticketagora.com.br/e/MOVIMENTO+PELA+MULHER-7852

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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