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Mulheres suíças fazem protestos por igualdade no trabalho

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Por Catherine Bosley

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(Bloomberg) — Aos olhos da sindicalista Corinne Schaerer, a Suíça caminha a passos de tartaruga quando se trata de igualdade entre homens e mulheres no trabalho. Por isso, ela ajudou a organizar um dia de protesto nesta sexta-feira, que inclui manifestações em Genebra, Zurique e no parlamento em Berna.

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Claro que o problema não é exclusividade suíça. O Reino Unido expôs as diferenças salariais quando obrigou as empresas a publicar dados, trazendo à tona o viés e a discriminação presentes em vários setores. Mas na Suíça, o progresso é atrapalhado pelo estigma associado a mulheres que trabalham fora em tempo integral.

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A questão é agravada pela falta de creches a preço acessível. A lei determina pagamento durante a licença-maternidade, mas os papais só têm direito a um único dia de folga. Já na vizinha Alemanha, a licença pode chegar a três anos e dividida entre o casal.

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Segundo Schaerer, a Suíça está muito atrás de outros países europeus. A situação recebeu atenção da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que cobrou do governo suíço a melhora da participação feminina no mercado de trabalho e serviços de educação na primeira infância. Na Suíça, as mulheres só conquistaram o direito de votar em eleições federais na década de 1970.

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“Estamos esperando melhorias concretas em igualdade de gênero ? em questões de remuneração, assédio sexual em empresas e sexismo na sociedade ? e também que o mais comum seja que mulheres trabalhem”, disse Schaerer, secretária central do sindicato Unia, um dos grupos por trás da manifestação desta sexta.

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Como na maioria dos países industrializados, a discriminação de gênero no trabalho é ilegal na Suíça, mas lá também as mulheres ainda ganham menos que os homens.

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A diferença salarial (comparação entre os salários medianos de homens e mulheres) é uma métrica rudimentar porque não leva em conta tipo de carreira e experiência profissional, por exemplo. Ainda assim, o censo da Suíça calcula que esses fatores expliquem apenas 60% da diferença.

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O restante vem de onde? Ter um filho abala a remuneração das mães, que colocam a carreira na geladeira ou buscam funções com horários flexíveis. As mulheres também passam mais tempo do que os homens cuidando das crianças e da casa.

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Um grupo de economistas, incluindo Josef Zweimueller, da Universidade de Zurique, descreveu o efeito como “penalidade” sobre os ganhos das mães. Eles calcularam esse efeito nos EUA e no Reino Unido, onde as penalidades no longo prazo chegam a 31% e 44% respectivamente. Na Áustria e na Alemanha, o ônus passa de 50%.

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Uma razão para a discrepância é a mentalidade local. Em países de língua alemã, é comum a crença de que as crianças devem ser cuidadas por suas mães. Existe até um termo pejorativo para as que deixam a desejar: Rabenmutter ou mãe-corvo.

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“Por muito tempo, a esposa não precisar trabalhar era visto como privilégio para famílias de classe média”, disse Gudrun Sander, diretora dos programas de diversidade e gestão da Universidade de St. Gallen. “Nós temos expectativas e papéis claramente definidos para cada gênero. ”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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