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Mulheres são maioria na ciência, mas apenas 23% têm cargos de influência

Saiu no site GALILEU

 

Veja publicação original:  Mulheres são maioria na ciência, mas apenas 23% têm cargos de influência

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Pesquisa analisou mais de 500 instituições na América do Norte e da Europa

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A desigualdade de gênero na ciência não é novidade, mas um novo estudo mostra que esse problema é ainda maior quando o assunto são cargos de liderança. Uma nova pesquisa publicada no Cell Stem Cell analisou a presença feminina nas carreiras de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (grupo conhecido como STEM, em inglês).

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A pesquisa durou quatro anos e incluiu 541 instituições de 38 países da América do Norte e da Europa. De acordo com a análise, embora o número de mulheres nessas áreas tenha crescido, os esforços das intituições para manter ou promover cientistas a cargos mais altos e de liderança continuam pequenos. Se elas constituem mais da metade da população discente de graduação e pós-graduação, só 42% dos professores assistentes, 34% dos professores associados e 23% dos professores titulares são do sexo feminino.

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Essas taxas variaram bastante de acordo com cada insitituição, segundo os pesquisadores, mas em um terço dos institutos analisados as mulheres compõem menos de 10% do corpo docente. “Os dados sugerem que estamos avançando”, disse Reshma Jagsi, oncologista da Universidade de Michigan, em comunicado. “Dito isso, ainda existem muitas instituições que têm poucas mulheres em cargos mais altos do corpo docente.”

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A pesquisadora destacou que o problema não está apenas nas equipes de professores das universidades, mas na falta de representatividade: “Também há bastante espaço para melhorias em certas áreas, incluindo a representação de mulheres em determinadas funções, como falar em reuniões científicas”, apontou Jagsi.

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Para a equipe, os resultados sugerem que a questão principal não é recrutar mulheres para as funções de STEM, mas mantê-las e promovê-las na área. Vale ressaltar, porém, que os resultados foram diferentes de acordo com a região do mundo em que a instituição se localiza. Na Europa, por exemplo, há mais paridade de gênero em relação aos Estados Unidos.

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Jagsi e seus colegas pretendem continuar estudando o assunto e querem envolver outros fatores de desiguldade social, como raça. Contudo, eles acreditam que boas práticas para inclusão dessas populações historicamente negligenciadas podem começar já. “As organizações que financiam pesquisas estão em uma posição única e podem exigir que os líderes institucionais prestem atenção à equidade, diversidade e inclusão em suas instituições”, argumentam.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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