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Leandra Leal revela que filme sobre travestis pioneiras é também a história de sua família

Saiu no site Marie Claire:

Em sua estreia como diretora em Divinas Divas, Leandra conta à Marie Claire como mergulhou em histórias de uma geração que revolucionou uma época e também participou de sua vida; veja trailer

Brigitte de Búzios, Camille K, Divina Valéria, Rogéria, Jane Di Castro, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos, Marquesa (Foto: Divulgação)

Com estreia nacional no dia 22/06, Divinas Divas já tem sessões no Festival Internacional de Documentário Musical In-Edit Brasil, que acontece até dia 25/06 em São Paulo. Em uma cena do documentário dirigido por Leandra Leal, ela descreve um episódio de sua infância nos bastidores do Teatro Rival, no Rio, que pertence à sua família desde a década de 70. “Eu devia ter uns 7 anos. Lembro de estar correndo nos bastidores e uma mão forte me puxou. Virei e uma mulher disse: ‘Você é loura e branca como eu. Quando quiser ficar com as bochechas rosa, não precisa passar blush, belisque como a Scarlett O’Hara em E o Vento Levou…”.

Jonas Miqueias, Brigitte de Búzios, Rogéria, Divina Valéria, Eloína dos Leopardos e Fujika de Halliday (Foto: Divulgação)
Rogéria em Divinas Divas (Foto: Divulgação)

A loira era a emblemática travesti Rogéria, uma das personagens do documentário que marca a estreia de Leandra como diretora. Divinas Divas celebra os 50 anos de carreira de Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos, Brigitte de Búzios e Marquesa – morta em 2015 –, pioneiras em
shows de transformistas no país e habituées do palco do Rival.

Marquesa em cena de Divinas Divas (Foto: Reprodução)

Veja trailer de Divinas Divas

 

(Foto: Daryan Dornelles )

 

Publicação Original: Leandra Leal revela que filme sobre travestis pioneiras é também a história de sua família

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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