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Dois em cada dez homicídios em São José são feminicídios

Saiu no site O VALE

 

Veja publicação original: Dois em cada dez homicídios em São José são feminicídios

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Perfil das vítimas mostra que maioria tinha de 30 a 40 anos, morava na zona leste e foi vítima de companheiro, esposo ou namorado

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Por Thais Perez

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Dois a cada dez homicídios em São José dos Campos durante o ano de 2018 foram feminicídios (quando a vítima é morta pelo companheiro por razão de ser mulher).

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A cidade fechou o ano passado com oito vítimas de homicídios dessa natureza. O feminicídio foi o segundo fator que mais motivou homicídios em São José, sendo o primeiro desavenças pessoais, com 11 casos no total.

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De acordo com levantamento feito pelo OVALE através de informações de Boletins de Ocorrência, a maioria das vítimas foi morta dentro de casa, no período da tarde.

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As vítimas tinham em sua maioria de 30 a 40 anos e moravam na zona leste da cidade, onde também foram vítimas do crime. A maioria das mulheres eram brancas e foram vítimas de seus companheiros, esposos ou namorados.

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Objetos caseiros, como facas, machados ou pedaços de pau foram as armas mais comuns utilizadas nos crimes. No total, cinco vítimas foram mortas dessa maneira e todas elas foram encontradas com sinais de violência extrema. Três das mortes foram causadas por tiros de arma de fogo.

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“Temos que ressaltar a importância da mulher que está sendo vítima de um relacionamento abusivo ir até a Delegacia da Mulher, relatar todo o fato. Elas podem conseguir medidas protetivas”, afirmou o delegado Neimar Camargo, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de São José.

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Maioria das vítimas não registrou Boletim de Ocorrência contra autores

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Pelo menos cinco vítimas de feminicídio em São José dos Campos no ano passado não registraram Boletim de Ocorrência contra o companheiro antes do homicídio. Contudo, na maioria dos casos, as mulheres já haviam relatado para testemunhas que seus esposos ou namorados tinham comportamento violento durante a relação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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