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Documentário Filha da Índia (#IndiasDaughter)

Aconteceu nesta terça feira,  15 de setembro, no Conjunto Nacional,  a pré-estréia  do documentário “Filha da Índia” (#IndiasDaughter).

O filme conta a história de vida de uma jovem de 23 anos, estudante de medicina, que sofreu um estupro coletivo brutal em um ônibus, em dezembro de 2012, em Deli na Índia.

O estupro culminou com a morte da jovem dias depois do crime, que provocou protestos e motins sem precedentes em toda a Índia e levou aos primeiros sinais de mudança em uma prática tida como “cultural”: o estupro de mulheres.

No meio da narrativa se entrelaçam as histórias de vida, valores e mentalidades dos estupradores através de entrevistas exclusivas. O filme analisa a sociedade e os valores que geram tais atos violentos e faz um apelo otimista e apaixonado para uma mudança histórica na sociedade indiana.

Vale a pena conferir o release.

https://www.youtube.com/watch?v=YROBVxk17cM&feature=youtu.be

 

A pré-estréia contou com a  presença da diretora  do documentário Leslee Udwin, que esteve no Brasil e  participou de um debate com especialistas e convidados.

“O que me chamou a atenção foi que em nenhum momento vi no olhar dos estupradores algum sinal de arrependimento, como se o que eles fizeram fosse correto. O homem tem o poder do mundo e eles acham que podem fazer o que querem, eles têm esse privilégio e acreditam nisso. É preciso transformar esse pensamento e o melhor caminho é a Educação.”

Leslee também acompanhou  o lançamento da campanha  “Quanto Custa”, que faz parte da ação global “Por Ser Menina”, lançada pela ONU em 2012, que intitulou como dia 11 de outubro Dia Internacional da Menina, com o objetivo de aumentar a visibilidade dos problemas que afetam a vida das meninas em países pobres e emergentes.

Quanto Custa a Violência Sexual Contra Meninas? é o tema escolhido pela Plan International Brasil para a campanha Por Ser Menina em 2015. As perdas econômicas globais causadas pela violência contra crianças chegam a 21 trilhões de reais, segundo estudo realizado pela Child Fund Alliance e discutida no seminário Livre de Violência, promovido pela Fundação Abrinq – Save the Children, Plan International Brasil, Visão MUNDIAL, CHILD FUND BRASIL  e Aldeias Infantis SOS Brasil.

Todo ano estima-se que 500.000 mulheres sejam vítimas de estupro no Brasil e que outros tantos milhões sofram com abusos e violência sexuais.

70% DESSAS VÍTIMAS DE ESTUPRO SÃO CRIANÇAS E E ADOLESCENTES e PARA PIORAR, NA MAIORIA DAS VEZES, OS ABUSOS ACONTECEM DENTRO DE CASA (67% DOS CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA ELAS, OS CRIMES SÃO COMETIDOS POR PARENTES PRÓXIMOS OU CONHECIDOS DA FAMÍLIA).

É IMPOSSÍVEL TRADUZIR EM NÚMEROS TODO O SOFRIMENTO CAUSAD O PELA VIOLÊNCIA SEXUAL. SE VOCÊ FOI VÍTIMA DENUNCIE. SE CONHECE ALGUÉM QUE FOI VÍTIMA, AJUDE A DENUNCIAR. ESSE É SEMPRE O MELHOR CAMINHO

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LESLEE UDWIN
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Leslee Udwin, Karin Hueck (Super Interessante) e Viviana Santiago (Plan International Brasil)

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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