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Crescem denúncias de assédio nas empresas, aponta pesquisa da ICTS Protiviti

Notícias - 23 de agosto de 2019

Tempo de leitura: 4min

Saiu no site INFOR CHANNEL

 

Veja publicação original:  Crescem denúncias de assédio nas empresas, aponta pesquisa da ICTS Protiviti

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Segundo levantamento da consultoria de ética e compliance, subiu para 50,4% os relatos de casos de relacionamento interpessoal ocorridos durante o horário de trabalho. Práticas abusivas de assédio moral e sexual, discriminações e preconceito estiveram entre as mais denunciadas no último ano

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Subiu para 50,4% o número de denúncias ligadas à relacionamento interpessoal nas empresas no último ano. As situações mais denunciadas nesta categoria foram as práticas abusivas, como o assédio moral e sexual, a agressão física, a discriminação e o preconceito (26,4%). Em 2017, o índice desta categoria representava 45,2%, tendo um incremento de 11,5% na incidência desses casos em 2018.Os dados são da consultoria de ética e compliance ICTS Protiviti com base em mais de 74 mil relatos registrados e analisados entre janeiro e dezembro de 2018 em 322 canais de denúncias que a empresa opera de forma terceirizada.

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Logo atrás de práticas abusivas, aparecem entre as situações mais denunciadas casos de violações às leis, favorecimento ou conflito de interesses, fraude, roubo, furto ou desvios de materiais, representando 29,8%. Já relatos de não conformidade com as políticas e normas internas, representaram 19,8% do total de denúncias feitas nas empresas no ano passado.

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Em 2018, a quantidade mensal foi de 6.215 relatos (considerando mais 74 mil), um incremento de 57,5% se comparado com a média mensal registrada em 2017, que foi de 3.944 (considerando 48 mil).

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Nesta edição da pesquisa nota-se uma alta na presença do líder como o agente mais denunciado nas empresas, subindo de 56,3% em 2017 para 69,8% em 2018. Os dados sinalizam a importância do anonimato no processo de registro das denúncias e, não por acaso, as denúncias anônimas continuam a crescer como a opção preferida pelos denunciantes. Somente em 2018, 73,5% dos relatos aconteceram sem identificação, um aumento de 4,3% em relação a 2017, que representou 69,7%.

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Quanto à forma de contato para fazer as denúncias, o e-mail e a web foram os meios de comunicação mais usados em 2018 com 56,5% da preferência dos denunciantes. O contato telefônico aparece em segundo lugar com 36,6%.

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“Em 2018 experimentamos, de fato, a evolução das empresas em receber e tratar as denúncias. Os números demonstram que as companhias brasileiras seguem uma linha de maturidade ao saberem diferenciar que denúncia não é a mesma coisa que tratar sugestões e reclamações. Além dos ganhos e benefícios na tratativa de questões fundamentais ao exercício da cidadania e na promoção de melhores comportamentos éticos no ambiente de trabalho”, explica Fernando Scanavini, coordenador da pesquisa e diretor executivo de operações na ICTS Protiviti.

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Homens continuam a denunciar mais que as mulheres em 2018
O levantamento da ICTS também apresentou um recorte por gênero. Segundo o estudo, dos mais de 74 mil relatos realizados nas empresas em 2018, somente 38,3% deles foram feitos por mulheres contra 61,7% de realizados por homens. O percentual pode ser reflexo da desigualdade da participação no mercado de trabalho entre homens e mulheres. Mesmo assim, as empresas devem fortalecer a participação da mulher na denúncia oferecendo a segurança no uso do canal.

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Mesmo com uma menor representação, o tipo de denúncia mais frequente para as mulheres está relacionado ao relacionamento interpessoal, representando 45,2% das denúncias. Nesta categoria, as práticas abusivas, como assédio moral, sexual, agressão e discriminação representam 43,4% das denúncias femininas.

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Já em relação aos homens, o tipo de denúncia mais registrado está relacionado ao descumprimento de políticas e normas internas, representando 64,5%.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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