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Após suicídio, precisamos falar sobre como a menstruação é tratada nas escolas

Saiu no site HYPENESS

 

Veja publicação original:   Após suicídio, precisamos falar sobre como a menstruação é tratada nas escolas

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Aos 14 anos, Jackline Chepngeno tirou a própria vida por causa do machismo, desconhecimento de intolerância. A queniana foi expulsa da sala de aula e humilhada pela professora porque menstruou pela primeira vez. 

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Segundo informações do The Daily Nation, a garota estava animada para o dia de aula na Kabiangek Primary School. Jovem e inexperiente, ela não soube lidar com a chegada do primeiro fluxo menstrual.

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O fato de estar sem absorvente e a mancha de sangue causada pela menstruação provocaram o início de um episódio trágico. A mãe, Beatrice Koech, acusa a professora de humilhar Jackeline publicamente e chamá-la de ‘suja’ antes de expulsá-la da sala de aula.

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“Ela não tinha absorvente. Quando o sangue marcou sua roupa, ela foi retirada da aula”, disse a mãe.

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O caso provocou protesto de mais de 200 pais na porta da escola, que ficou fechada. Cinco pessoas foram presas. O episódio de suicídio aumenta a pressão para que o governo queniano coloque em prática projeto de lei aprovado em 2017 exigindo que escolas disponibilizem absorventes gratuitos às alunas.

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Setembro amarelo 

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A tragédia queniana se aplica ao cotidiano brasileiro. Do lado de cá do Atlântico, mulheres também enfrentam dificuldades provocadas pelo machismo, que impede o autoconhecimento do próprio corpo.

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Estamos em 2019, mas falar de menstruação dentro das salas de aula brasileiras ainda é tabu. Retrato de uma sociedade que confunde educação com sexualização.

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É questão de saúde pública. Na Inglaterra, as escolas terão que ensinar ‘saúde menstrual’ a partir de 2020. Os encontros pretendem conscientizar sobre os efeitos da menstruação e combater à violência contra a mulher.

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Que tal exibir aos alunos e alunas o curta ‘Absorvendo Tabu’O vencedor do ‘Oscar’ de Melhor Documentário conta a história de mulheres que vivem em um vilarejo em Delhi, na Índia, e não sabem como usar um absorvente.

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O minidocumentário mostra a mudança de realidade provocada pela instalação de uma máquina com absorventes biodegradáveis. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), uma entre cinco meninas indianas, cerca de 20%, não vai à escola quando está menstruada. São 3 milhões de pessoas fora das salas de aula.

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