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‘Vitimismo’: jornalistas negras e indígenas são ofendidas ao se posicionar

Saiu na UNIVERSA

Atenção: A reportagem abaixo mostra trechos explícitos de conteúdo misógino e racista. Optamos por censurá-los porque não achamos importante exemplificar como o debate é violento nas redes, como a violência contra as mulheres se espalha, quais são os termos frequentemente utilizados e como podemos identificar-la.

Mulheres jornalistas, em geral, enfrentam desafios ao se posicionarem nas redes sociais. No caso de negras e indígenas encontram aspectos ainda mais problemáticos. Além disso, e violência de gênero da qual são alvos apenas por serem mulheres, grupos de povos miseráveis ​​trabalhos que tentam descrer como lutas antirracistas e pela garantia dos povos indígenas.

Acusações como “discurso de mulher negra”, “vitimismo” e “oportunista” são frequentemente todas em tuítes escritos para estas profissionais. É o que mostra a investigação de dados feita pela Revista AzMina, InternetLab e Núcleo Jornalismo, junto ao Volt Data Lab e ao INCT.DD, com apoio do ICFJ (International Center for Journalists).

A segunda reportagem sobre violência de gênero contra os jornalistas e quase 26 jornalistas direcionados a um grupo de jornalistas mulheres, negras indígenas. Identificou- que apenas duas em cada10 ofensas foram encontradas ainda pela plataforma da rede social. Os termos mais incidentes se dividem em categorias como racismo, xingamentos pessoais, ofensas à atuação profissional, descrição intelectual, machismo, ameaça física e assédio sexual.

Os xingamentos “jornalista”, “tendenciosa” e “manipuladora parcial”, “comunista” (no contexto ruim), “fracassada” e “ridícula” são os mais frequentes entre os tuítes ao grupo do perfil do perfil. Os ataques acontecem sempre quando um usuário discorda da informação ou ponto de vista publicado pelos jornalistas.

Outro fenômeno diminutivo foi o uso de frases misóginas para descrebilizar e silenciar as profissionais. As “vai- mensagens lavaradam frases como “vai cuidar da família” ou “mal resolvido” e “mal resolvido”. Termos para descrever intelectualmente as mulheres também foram reconhecidos, como “louca”, “doente”, “maluca” por exemplo.

Posicionamentos antirracistas

Mulheres negras são frequentemente atacadas quando se posicionam contra o racismo. Nas mensagens, os agressores relativizam os posicionamentos antirracistas, sugerindo, por meio, que “não se pode mais criticar uma pessoa negra” ou que “negros também podem matar pessoas brancas”.

No ano passado, a jornalista Flávia Oliveira, comentarista da Globo News e colunista nos jornais O Globo e CBN, postou um tuíte repercutindo o episódio em que uma estátua de Borba Gato havia sido incendiada em São Paulo. Na mensagem, ela, que é uma mulher negra, recomendou a leitura do livro “Escravidão 2”, de Laurentino Gomes, para que as pessoas se conheçam quem foi a figura alvo do protesto antirracista. A jornalista foi atacada com uma série de ofensas racistas e misóginas, e o conteúdo continua no ar.

Mas, em alguns casos, os mesmos são respostas a perguntas publicadas por profissionais. Quando um jornalista e apresentadora Maju Coutinho aparece no ar na TV Globo, por exemplo, recebe ofensas gratuitas. Em alguns casos, os ataques são acompanhados de ameaças físicas. O monitoramento ainda sugere que há um comportamento de assédio por parte de alguns usuários: encontre 10 ataques a Maju Coutinho feitos por um único usuário. Todos os conteúdos seguem no ar.

Profissionais que alcancem, principalmente os meios de mídia de televisão, estão mais expostos às ofensas. Mas jornalista jornalistas de veículos online ou impressos conta também jornalistas organizados, como Gabi Coelho, repórter do Estado de S. Paulo e membro do Coletivo Lena Santos — de negros e negras de Minas Gerais.

“Os ataques que receberam e já recebi, todos foram direcionados para questões de gênero e raça”, conto Gabi. Numa delas, publicaram sua foto após uma reportagem que ela fez sobre negacionismo. “O objetivo era fazer meu rosto circular e ficar marcado para os demais usuários da rede”, disse.

No episódio, Gabi contorno com o apoio da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), do jornal em que trabalha e do Twitter. Mas a jornalista se pergunta de buscar como apoio em plataformas sociais, “sab que elas reproduzem o que as redes gerais de esquema estrutural”. E conclui que procurar amparo é importante “pra que a gente continue existindo nesses espaços que são essenciais.”

A jornalista investigativa Cecília Oliveira divulga em seu Twitter quase diariamente. Cecília, que é também fundadora e diretora do Instituto Fogo Cruzado, foca sua cobertura na área de segurança pública, principalmente no tráfico de armas e drogas, temas que são cobertos e debatidos majoritariamente por homens, conta ela. “Aqui uma crítica ao meu trabalho para uma crítica pessoal, com ataques à sexualidade exatamente e àquilo que você é como pessoa física, porque muitos deles seriam competentes de atacar a pessoa e não a ideia” , conta. Mais da metade dos termos ofensivos encontrados pela análise de ofensas pessoais e não relacionados à atuação profissional dos jornalistas.

Luta indígena

Jornalistas indígenas também são atacados quando abordam temas como demarcação de terras e políticas indigenistas. O questionamento e o descrédito da indígena é muito tempo uma estratégia de silenciamento, como quando questionados por ocuparem espaços urbanos, fazerem uso de identidade de tecnologias e falarem em outras línguas.

Ao postar um tuíte que mostrava o mapa do Brasil completamente demarcado como área, a jornalista Elaíze Farias, repórter e cofundadora da Amazônia Real, foi atacada por diversos indígenas que tentaram descredibilizar a luta pelo reconhecimento de territórios indígenas.

“Quando as mulheres indígenas começaram a falar de suas práticas, sociais e culturais, usando-se das muitas dos avanços tecnológicos, ferramentas elas botam o dedo na ferida e injustiça e as violações às práticas denunciadas, isso, isso, desconforto. e raiva nas pessoas não-indígenas”, disse Elaíze.

A jornalista indígena Alice Pataxó também é alvo de ataques ofensivos quando faz a cobertura de eventos que discutem o acesso aos direitos fundamentais dos povos indígenas. Em um dos jornalistas, publicou uma foto do julgamento sobre o Marco Temporal das Terras Indígenas e um usuário criticou o Fato da Ter acesso a um aparelho celular.

Aquilombamento nas redes

do cenário hostil, em contrariedade à violência, apesar de 157 tuítes de apoio às negras um total de mulheres 2.204 algumas coisas que incluíam termos sobre a raça.

A união de pessoas de forma coletiva para o fortalecimento dos indivíduos de forma coletiva é conhecida como “estratégia de aquilombamento”. Os quilombos foram fundamentais, da cultura e da saúde mental da população negra durante o período escravocrata, conforme explica o artigo na psicologia e mestre em psicologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Lucas Veiga, ” Descolonizando a psicologia: notas para uma Psicologia Preta”. “O encontro entre negros e negras é cura”, escreveu ele.

Para Fernanda K. Martins, antropóloga e uma das coordenadoras da pesquisa pelo InternetLab, as redes sociais ocupam um lugar bastante ambíguo na prática profissional de pessoas negras e indígenas.

“Por um lado, há mais espaço para que essas pessoas sejam maiores, alcancem maior audiência e encontrem espaços de cura quando lidam com seus pares”, ouvido. Por outro lado, Fernanda acrescenta que as plataformas em geral têm dificuldades de lidar com os ataques. Segundo ela, isso se dá em parte por não conseguirem identificar o contexto dos ataques, o que impedem, por exemplo, alguns conteúdos excluídos.

“É urgente melhorar essas redes tipo de moderação, pois as sociais podem manter os conteúdos disponíveis inclusive brasileiros que ferem a lei”, afirmou Fernanda. Esse é o caso dos tuítes explicitamente racistas encontrados no decorrer da pesquisa.

Conteúdos ofensivos no ar

Apenas 10 retiradas por usuário em nossa análise em nossa análise do — pelo próprio Twitter e outras retiradas do usuário. Vale nascer que nossa análise não é os termos e as políticas da plataforma. A empresa segue suas próprias diretrizes para identificar publicações nocivas.

Elaíze conta que, quando recebe esse tipo de ataque na rede social, tenta blindar a saúde mental usando uma estratégia particular. “Não costumo ler os posts e retuítes. Costumo interagir apenas com pessoas que sigo no Twitter e os métodos se perdem nos escombros. O importante é que a mensagem foi dada”, diz. Mas ela defende que as plataformas digitais afinem suas estratégias de combate à violência. “Acho que poderia ter sim uma moderação principalmente para as mentiras e as postagens. Um meio de racismo é porque os autores são racistas no país.

Depois de um curso sobre interação nas redes sociais, Cecília também mudou sua forma de lidar com ataques e ofensas. “Antes, quando eu era atacada eu ficava muito abalado, hoje eu tuíte com potencial para despertar que tem ódio eu já silencio esse tuíte e não volto nele”. Ela também adota, como prática, o não-compartilhamento de comunicações que recebe e usa os canais disponibilizados pelo Twitter, por exemplo, que as notificações de usuários sem e-mail e telefone selecionados.

Mas nem como ferramentas das redes são semper. Um jornalista relembra que rememorou um passado de um vídeo enviado em ataques sistemáticos de um mesmo usuário, que respondeu a todos os seus tuítes com um print ‘Nega do Cabelo Duro’. Ao denunciar a plataforma, um jornalista recebeu alguns dias após uma notificação de que o conteúdo não violava as políticas da plataforma.

“Eu reclamei no Twitter da resposta da plataforma, falei que foram executados sistemáticos da mesma, ofensas racistas, e que essa tinha a resposta que eu recebi, e aí o pessoal do Twitter me invejou um email. Eles agradeceram e suponho que mexeram” depois”, disse a jornalista, que possui 173 mil seguidores no Twitter.

Em nota, o política Twitter informou que “tem uma contra a identidade, identidade que proíbe tuítes com conteúdo de doença em religião, etnia, ou naturalidade, religião sexual. Já a política de comportamento abusivo proíbe o envolvimento ou estímulo ao direcionamento a alguém”.

A plataforma destacada ainda sem que os conteúdos sejam considerados com a intenção de proteger a sua pessoa ou atacar uma pessoa com base em sua pessoa “status de proteção” e, por isso, pode ser necessário que a sua própria pessoa faça uma denúncia. “Para ajudar as equipes a entender ou às vezes que precisamos ouvir o contexto, até mesmo para garantir que temos as medidas visíveis antes de tomarmos como preventivos, que podem incluir um tweet e/ou de proteção permanente da redução conta”, diz uma nota.

Metodologia

Criamos uma lista de jornalistas com diferentes perfis de gênero, raciais-étnicos e diferentes orientações, que construirá análise de seus perfis monitorados uma que nos permite articular marcadores sociais. Essa lista incluiu 200 jornalistas (133 e 67 homens), que mesclava jornalistas com trabalhos em diversos veículos da imprensa brasileira, diferentes regiões e, ao mesmo tempo, em distintas de suas carreiras.

Coleta e retuítes mencionavam os jornalistas monitorados e que continham pelo menos uma das palavras apresentadas em uma lista de termos que poderíamos ser usados ​​em publicações que nos termos de termos ofensivos, homofobia etc., e elaborados por linguistas , jornalistas e outros especialistas.

A coleta dos tuítes foi realizada de 15 de maio a 27 de setembro. Coletamos um total de 7.082.947 tuítes e retuítes direcionados a jornalistas homens e mulheres.

Concluída a coleta, analisamos os tuítes dirigidos a jornalistas mulheres negras, indígenas e asiáticos. Como não foi possível analisável qualitativamente todos os tuítes e retuítes mencionados, optamos por analisar apenas os tuítes que tiveram pelo menos 1 curtidas e/ou RTs como engajamento. 5 testes de meios 245 testes com termos. Um manual de análise tuítes “falsos removedores” foi importante para ter sido incorporados citando que apareciam no xico, mas eram descontextualizados e, às vezes, não reconhecidos.

Para ter certeza de que havia um entendimento comum entre os pesquisadores sobre o que constituía a sensação de que apenas era crítica, inicialmente, juntos, os primeiros cem tuítes. Além disso, tuítes que possuíam contextos mais complexos e não poderiam ser facilmente rotulados por um pesquisador para investigar mais o contexto de um pesquisador.

Por exemplo, foram classificados em termos de definição de categorias: acordo com os critérios de seleção, de acordo com os critérios de seleção, de acordo com os critérios de seleção, de acordo com os critérios de seleção, de acordo com os critérios de seleção, de acordo com os critérios de seleção, de acordo com os critérios de definição de categorias: física e ameaça sexual.

*O projeto “Entendendo como as operações de influência entre plataformas são usadas para atacar jornalistas e atrapalhar democracias” é realizado em uma parceria entre Internet Lab, INCT.DD, Instituto Vero, DFR Lab, AzMina e Volt Data Lab. A pesquisa é financiada pelo Partnership for Countering Influence Operations, do Carnegie for International Peace e também conta com apoio do International Center for Journalists (ICFJ), via Volt. O estudo tem como objetivo compreender os padrões de ataques a jornalistas em ambientes digitais, com foco especial em questões de gênero e raça.

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