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Vereadoras de Vitória querem presidir comissões de Mulheres e de Direitos Humanos

Saiu no SECÚLO DIÁRIO

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Vereadoras de Vitória querem presidir comissões de Mulheres e de Direitos Humanos

Camila Valadão (Psol) e Karla Coser (PT), as duas mulheres empossadas nessa sexta-feira (1º) na Câmara de Vitória, pleiteam as presidências das comissões de Direitos Humanos e de Mulheres, além da indicação, como membros, das comissões de Finanças e de Constituição e Justiça. A manifestação foi feita logo após o término da sessão que elegeu Davi Esmael (PSD) como presidente da Casa, quando Camila apontou uma manobra do bloco de 12 vereadores, da base do prefeito, para alijá-las das decisões.

Participaram da reunião, além de Camila e Karla, os vereadores Aloísio Varejão (PSB) e o Delegado Piquet (Republicanos), “o vereador do prefeito”, segundo Camila. Insatisfeita por ter sido alijada das conversas sobre a formação da chapa para a eleição da Mesa Diretora, a vereadora refutou a argumentação de Davi Esmael, de que ela e Karla não foram consultadas porque não se manifestaram.

O que está em jogo, para Camila, é a “divisão dos 90 cargos comissionados da Mesa Diretora – e o bloco se consolida por conta disso -, sem respeitar a proporcionalidade de cada partido”. A vereadora reivindica, além da presidência da Comissão de Direitos Humanos, a participação nas comissões de Políticas Urbanas, Assistência Social e Saúde, e de Educação, juntamente com Karla Coser, que presidiria a Comissão da Mulher.

Segundo Camila, Davi Esmael prometeu que vai se chegar a um consenso. No entanto, ela estranha que, a se confirmar as informações recebidas, já nesta segunda-feira (4) a Câmara analisará o projeto de lei do Executivo sem que essa questão esteja acertada. A sessão está prevista para 16 horas.

A eleição de Davi Esmael para a presidência da Câmara foi construída desde o segundo turno eleitoral e consolidada com a formação de um bloco de 12 vereadores. Ao justificar o seu voto contrário, Camila Valadão apontou desrespeito contra ela e Karla Coser e contradição ao discurso de unidade pronunciado pelos oradores que a antecederam, inclusive o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos). Karla Coser também se pronunciou, contestando a formação do bloco e apontando o vereador Deninho Silva (Cidadania) como um dos articuladores da manobras.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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