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Uruguai se aproxima do Brasil em taxa de feminicídio e traça estratégias de proteção

Saiu no site OPERA MUNDI

Organizações e governo têm focado em educação para prevenção de crimes de gênero e na ampliação de políticas públicas que coíbam assassinatos

O Uruguai é um dos países da América do Sul mais avançados na garantia de direitos sociais. Em apenas duas décadas, aprovou leis importantes para o público feminino. Lei do Divórcio (1907), declarou-se um Estado laico (1917) e promoveu o voto feminino (1927). Mas, desde 2014, a disparada no número de feminicídios vem desafiando o país. Dados do Ministério do Desenvolvimento Social uruguaio, revelam que, entre 2019 e 2025, 165 mulheres foram alvos. O país de apenas 3,38 milhão de habitantes se igualou ao Brasil na taxa de 1,4 feminicídios para cada 100 mil habitantes.

Na série histórica, a capital de Montevidéu (38%) e os departamentos de Canelones (12%) e Artigas (8%) concentram os maiores percentuais. Sete de cada dez crimes ocorreram dentro de casa e mais de três de cada dez suspeitos se suicidaram logo em seguida. O quadro acendeu um alerta entre os diversos setores sociais, que vêm definindo estratégias de combate ao problema.

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