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STF aprova criação de cadastros estaduais para condenados por pedofilia e violência contra a mulher em MT

Saiu no site VGN

 

A medida busca proteger a privacidade e a segurança das vítimas envolvidas nos casos.

Em decisão unânime, o Supremo Tribunal Federal (STF) validou, em sessão virtual que encerrou nessa quarta (17), a criação de cadastros estaduais para pessoas condenadas por pedofilia e por violência contra mulheres em Mato Grosso.

A aprovação ocorreu durante o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pelo governador do Estado, Mauro Mendes (União), contra o cadastro previsto nas leis 10.315/2015 e 10.915/2019.

Os cadastros não incluirão nomes de vítimas ou qualquer informação que possa identificá-las ao público. A decisão segue o entendimento do relator, ministro Alexandre de Moraes, que destacou a necessidade de constar no registro apenas informações de pessoas condenadas com sentença definitiva, respeitando o princípio da presunção de inocência.

Além disso, o plenário acatou uma modificação proposta pelo ministro Flávio Dino, determinando que nomes e fotos dos condenados estejam disponíveis ao público somente até a conclusão da pena. Anteriormente, a legislação estipulava que os dados permaneceriam acessíveis até a obtenção da reabilitação judicial. Essa alteração visa facilitar o processo de ressocialização dos condenados após cumprirem suas penas.

A decisão também restringe o acesso aos dados da vítima, que não serão disponibilizados nem mesmo para delegados, investigadores de polícia e outras autoridades, a menos que haja autorização judicial específica. A medida busca proteger a privacidade e a segurança das vítimas envolvidas nos casos.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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