HOME

Home

Simone Torres, a executiva que trabalhou fora do País e respira ‘adaptação’

Saiu no site HUFFPOST:

 

Veja publicação original: Simone Torres, a executiva que trabalhou fora do País e respira ‘adaptação’

.

Para Torres, a liderança feminina agrega como nenhuma outra ao mercado de trabalho: “As mulheres trazem uma forma de pensar, de olhar e desafiar diferente”.

.

Foram 10 anos de mudanças. E não estamos falando só de endereço. Mas sim, teve muito disso. Quatro países, novas realidades e diferentes culturas. E muitos voos. Muitos mesmo. Todo mês no avião – a trabalho ou para ver a família no Brasil, porque ninguém é de ferro. Acostumou-se. Pegou gosto até. Simone Torres, 51 anos, hoje CEO da Puratos Brasil desde março de 2017, é dessas pessoas que não vê tempo ruim. Mais do que aceitar desafios, é justamente isso que ela busca em sua carreira, clichês à parte.

.

Aos 38 anos assumiu pela primeira vez a gerência geral de uma empresa farmacêutica, na Venezuela. De lá para cá, passou também pela Philadelphia, Porto Rico e México, sempre em cargos de liderança e tendo que lidar com os tais desafios. “Em cada país você tem que reaprender a viver, conhecer a cultura, ver o momento que o país está vivendo, entender as pessoas.”

.

“É uma liderança diferente. As mulheres trazem uma forma de pensar, de olhar e desafiar diferente e isso agrega.”

.

CAROLINE LIMA/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL
Já aos 38 anos, Simone assumiu pela primeira vez a gerência geral de uma empresa farmacêutica na Venezuela.

.

E era tudo muito diferente mesmo. Na época em que foi para a Venezuela o país ainda não vivia a crise de hoje, mas Simone conta que por vezes as pessoas largavam os postos de trabalho para comprar açúcar, por exemplo, porque tinha chegado ao mercado. Em Porto Rico, o gerenciamento de crise da empresa levava em consideração planos para lidar com furacões e a segurança dos funcionários nesses casos também era sua responsabilidade. “Tudo é parte do seu trabalho que é fazer negócio e lidar com as realidades de cada país.”

.

Da parte dos negócios ela entendia bem. Aqui no Brasil seformou em administração e depois fez MBA em marketing. Assumiu cargos de liderança nessa área até chegar à gerência geral antes dos 40 anos. Aí foi momento de mostrar por que estava ali. Além de uma estrangeira como chefe, era mulher, o que sabe que é raro nesse tipo de posto. Mas nunca deixou que isso fosse algo negativo, pelo contrário. “É uma liderança diferente. As mulheres trazem uma forma de pensar, de olhar e desafiar diferente e isso agrega”.
.
Aos poucos vencia esse obstáculo. “As pessoas podem ter resistência, mas se você chega com respeito, mostra competência, sabe comunicar suas ideias e ouvir, a barreira logo cai. Não adianta você chegar ao país e achar que você entende tudo. Tem que ouvir as pessoas, conversar, falar o que está fazendo.”
.

Foi sempre nisso que ela apostou. “Não tem varinha mágica. É conhecimento, humildade, saber que não fazemos nada sozinhas e vai quebrando as barreiras.” Até brinca que exagera e se comunica demais, mas acredita que essa é uma das formas de ganhar confiança e respeito no local em que está. Fora isso, parte do seu segredo é saber se adapta a cada cenário. “Aprendi que meu perfil em cada país não vai ser o mesmo. É muito do que precisa naquele momento… de repente ser mais dura em algum caso, mas vai ajustando com a sua personalidade o que funciona melhor.”

.

“Aprendi que meu perfil em cada país não vai ser o mesmo. É muito do que precisa naquele momento… de repente ser mais dura em algum caso, mas vai ajustando com a sua personalidade o que funciona melhor.”

.

CAROLINE LIMA/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL
“Não tem varinha mágica. É conhecimento, humildade, saber que não fazemos nada sozinhas e vai quebrando as barreiras”, afirma.

.

E em sua carreira muita coisa funcionou e sabe que agregou durante sua trajetória. Simone conta com carinho sobre as equipes que liderou, as trocas que realizou e as vidas que ajudou a mudar por onde passou. Para ela, além do resultado da empresa, o crescimento dos funcionários também é bastante importante – e ela sabe que faz diferença no primeiro quesito. “Ver que você deixou uma marca, ajudou a pessoa a se desenvolver é muito gratificante.”

.

É difícil ficar tanto tempo longe da família, é verdade. Nesses anos, vinha com frequência ao Brasil, mas admite que não era a mesma coisa. Com o marido só foi morar junto mesmo quando assumiu a gerência no México. Até então, os dois, que se conheceram no avião, sempre moraram em países diferentes. Mas isso tudo era só um detalhe. Porque, como já disse, são justamente os desafios que instigam Simone. E uma mudança de endereço também, claro. Hoje está de volta ao Brasil e muito feliz com o novo projeto. Mas sabe que tem uma marca. “Gosto de outras culturas, consigo trabalhar, não passei por países fáceis, me adapto muito fácil.”

.

“Gosto de outras culturas, consigo trabalhar, não passei por países fáceis, me adapto muito fácil.”

CAROLINE LIMA/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL
Com uma bagagem (não só profissional) Simone pode ser a grande representante da junção entre mudança e adaptação.

.

Essa é mesmo uma grande habilidade. Adaptação. Podemos até dizer, desculpem o jargão, que é uma camaleoa. Mas não seria muito correto. Ela tem mesmo a capacidade de se adaptar com facilidade. Mas não chega aos lugares para ficar camuflada.

.

Ela está mesmo na linha de frente.

.

.

Ficha Técnica #TodoDiaDelas

.

Texto: Ana Ignacio

.

Imagem: Caroline Lima.

.

Edição: Andréa Martinelli

.

Figurino: C&A

.

Realização: RYOT Studio Brasil e CUBOCC

 

 

 

.

.

.

.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Preliminares rejeitadas Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Lucimeire Maria da Silva, afastou inicialmente a alegação de inépcia da inicial. Segundo a magistrada, a petição apresentou de forma lógica a causa de pedir e os fatos e fundamentos jurídicos necessários ao exercício do contraditório. Também rejeitou a alegação de cerceamento de defesa. O voto destacou que os réus participaram virtualmente da audiência e tiveram oportunidade de prestar depoimento pessoal, mas a produção da prova foi inviabilizada por eles próprios. Conforme registrado na ata, os réus foram instados três vezes a abrir a câmera. Quando um deles finalmente o fez, constatou-se que ambos estavam no mesmo ambiente. Mesmo após duas determinações para que permanecessem separados, de modo a preservar a incomunicabilidade entre os depoentes, eles não atenderam à ordem. Provas da espionagem No mérito, a desembargadora afastou a alegação de insuficiência de provas. Além da perícia realizada no aparelho, destacou os depoimentos que descreveram como ocorreu a instalação do programa e a forma de acesso às informações. Conforme ressaltou, tanto a vítima quanto os informantes afirmaram que os réus chegaram a mostrar à mulher informações e imagens obtidas pelo aplicativo, em uma espécie de intimidação. Para a relatora, o conjunto probatório demonstrou suficientemente que a mulher foi submetida a reiterada perseguição pelo ex-companheiro e pelo filho, que instalaram o aplicativo para monitorar suas ligações, localização e outros dados pessoais. Violação da intimidade Ao analisar a responsabilidade civil, a magistrada considerou que o monitoramento clandestino representou ingerência abusiva na esfera privada da mulher e violou direitos da personalidade, especialmente a intimidade, a vida privada e a liberdade individual. Segundo o voto, a instalação de mecanismo de vigilância sem consentimento caracterizou ato ilícito, nos termos do art. 186 do CC. Comprovados também o dano e o nexo causal, incidiu o dever de indenizar previsto no art. 927. A relatora o dano moral in re ipsa. De acordo com ela, a gravidade da violação à esfera íntima torna desnecessária a demonstração específica do prejuízo. Conforme afirmou, a vigilância constante, mediante interceptação de dados pessoais e monitoramento da rotina, ultrapassou mero dissabor e atingiu a dignidade, a autonomia e a segurança emocional da vítima. Violência doméstica Outro ponto destacado foi o enquadramento da conduta na lei Maria da Penha. Para a magistrada, o vínculo familiar não reduz a gravidade dos fatos, ao contrário, aumenta a reprovabilidade do comportamento, diante dos deveres de lealdade, respeito e proteção esperados nas relações familiares. A relatora observou que a instalação do aplicativo para acompanhar comunicações, deslocamentos e a rotina da mulher constitui forma de controle abusivo e invasivo no âmbito familiar. Assim, enquadrou a prática nas modalidades de violência psicológica e moral previstas no art. 7º da lei 11.340/06. Segundo o voto, a vigilância clandestina submeteu a vítima a situação de permanente controle e violação de sua esfera íntima, afetando diretamente sua liberdade e integridade psíquica. “A utilização de mecanismos tecnológicos para vigilância não autorizada intensifica a reprovabilidade do comportamento, evidenciando dolo e deliberada intenção de controle”, registrou. Indenização majorada Ao examinar o recurso da vítima, a relatora concluiu que os R$ 5 mil fixados contra cada réu eram insuficientes diante das circunstâncias do caso. Segundo o voto, a definição do dano moral deve considerar a situação das partes, a extensão do dano e a gravidade da culpa, além de observar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, sem permitir enriquecimento sem causa nem reduzir a condenação a montante incapaz de cumprir sua função preventiva e corretiva. No caso, a desembargadora classificou a conduta dos réus como “extremamente reprovável” e destacou o real constrangimento imposto à vítima. Assim, fixou a reparação em R$ 6 mil por réu, totalizando R$ 12 mil, valor considerado mais adequado para compensar a violação aos direitos da personalidade e desestimular novos atos ilícitos. O entendimento foi acompanhado pelo colegiado. Processo: 0710401-64.2022.8.07.0005 Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/462340/filho-e-ex-indenizarao-por-espionar-celular-de-mulher-apos-termino

Categorias

HOME