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Projeto “Justiceiras” marca a comemoração dos 14 anos da Lei Maria da Penha

Saiu no site Diário de São Paulo.

Veja publicação original. Projeto “Justiceiras” marca a comemoração dos 14 anos da Lei Maria da Penha

Em 4 meses o Projeto já acumula quase 1.500 casos atendidos espalhados por 23 estados mais o DF

Hoje, 7 de agosto, a Lei Maria da Penha completa 14 anos que foi sancionada. E, junto com essa data, a gente também tem notícia de que a violência doméstica aumentou na quarentena, mas queremos te mostrar isso em números e situações. A intenção é que todos passem a ver essa situação como um problema grave, o que na verdade é mesmo.
Um X vermelho feito de batom na mão, um botão de pânico num aplicativo de loja on-line e até um vídeo fake de automaquiagem que, na prática, orienta a denunciar o agressor. São formas inusitadas que governo, empresas e organizações da sociedade civil encontraram para mobilizar a ajuda pra mulher que está em busca de socorro, vítima da violência doméstica.

Esse número, infelizmente, cresce a cada dia. Desde abril, quando o isolamento social imposto já durava mais de um mês, a quantidade de denúncias de violência contra a mulher cresceu quase 40% no canal 180. Isso comparado ao mesmo mês em 2019, de acordo com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMDH). Segundo os especialistas, esse número aumentou pelo fato da mulher estar isolada dentro de casa e, na maioria das vezes, convivendo com o agressor.
Essa situação movimentou muitas pessoas e entidades a darem mais atenção para o assunto, o que deveria acontecer desde sempre, porém, quando se há um aumento considerável como esse, ou quando esses números passam a ter nomes que nós conhecemos, automaticamente, passa-se a enxergar melhor a relevância de se discutir e criar propostas para que a diminuição venha o quanto antes.

É nesse ponto que entra o Projeto “Justiceiras”, criado pela promotora de justiça, Gabriela Manssur, do Instituto Justiça de Saia; a administradora e advogada Anne Wilians, do Instituto Nelson Wilians; e o empresário João Santos, do Instituto Bem Querer Mulher. Esses profissionais uniram seus Institutos e desenvolveram o Projeto “Justiceiras”. A situação de quarentena por causa da pandemia do coronavírus, fez com o que o Projeto saísse do papel antes do previsto.

O “Justiceiras” tem como objetivo orientar as mulheres que estejam em situação de violência a realizarem, quando quiserem, o boletim de ocorrência (on-line ou presencial) ou, ainda, para fazer os pedidos de medidas protetivas. Mas o Projeto vai muito além disso, é uma rede de mulheres unidas para informar e, antes de mais nada, apoiar, fortalecer e encorajar as meninas e mulheres que estão passando pela violência doméstica. São mulheres que acreditam sim, que existe vida após a violência!
Conversamos com a idealizadora do Projeto, a promotora Gabriela Manssur, para saber mais detalhes de como esse projeto funciona.

Segundo Gabriela, o “Justiceiras” veio para salvar as mulheres e acolhê-las, nunca julgá-las. “Formamos uma rede de mulheres no Brasil todo. Um dos nossos objetivos é desenvolver e buscar parcerias para a construção de políticas públicas, além de apoiar as já existentes, para o fortalecimento da autoestima da mulher, e para suprir suas necessidades básicas e exercício de todos os seus direitos: saúde, liberdade, segurança, trabalho, educação e dignidade.”
Para saber mais sobre o projeto ou fazer uma denúncia, o contato pode ser feito pelo WhatsApp (11) 99639-1212.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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