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Professor de jiu-jitsu é acusado de assédio sexual por alunas de academia no Rio de Janeiro

Saiu no site VEJA

 

Uma das alunas acusa Bruno Formiga de estupro, enquanto outra, menor de idade, também acusa o lutador Cauã Magalhães Amaral de violentá-la; defesa nega

O treinador de jiu-jítsu Bruno Leonardo Reis de Souza, de 42 anos, conhecido como Bruno Formiga, foi acusado de assédio sexual por duas alunas de sua academia, a Escola Bruno Formiga de Jiu-Jítsu, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A informação foi publicada nesta terça-feira, 6, pela Folha de S.Paulo, que teve acesso aos boletins de ocorrência. O processo corre em segredo de Justiça e está sob investigação policial.

Segundo ambas denúncias, Formiga supostamente as tocava de maneira inapropriada durante os treinamentos na academia e, quando questionado, passou a descreditá-las e justificar suas ações como “brincadeiras”.

Uma das alunas, de 26 anos anos, também acusa Bruno Formiga de estupro durante uma viagem da equipe de jiu-jítsu para São Paulo, em maio de 2025. A outra aluna, menor de idade, além de apontar o  assédio de Formiga, também acusa o lutador Cauã Magalhães Amaral de estupro em duas ocasiões: em dezembro de 2025, dentro da própria academia, e em janeiro deste ano – quando a equipe viajou para um torneio em Portugal. A denúncia foi feita em fevereiro e a família da adolescente conseguiu medida protetiva na Justiça contra Formiga e Amaral em abril, afirma a Folha.

Ainda conforme a Folha, o caso veio à tona na última semana de agosto, quando essa aluna usou as redes sociais para denunciar os dois atletas, que teriam cometido os abusos quando ela tinha 16 anos.

A reportagem de VEJA entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro em busca de pronunciamento sobre os fatos divulgados na mídia. Em resposta, o órgão afirmou apenas que “a investigação está em andamento na 19ª DP – Delegacia Policial da Tijuca e segue sob sigilo”.

O comunicado desaprova a divulgação de conteúdos submetidos ao sigilo da investigação. “As responsáveis pelo vazamento das informações sigilosas forneceram apenas as suas respectivas versões, deixando de apresentar documentos e depoimentos testemunhais que lhes desmentem e constam no caderno investigatório policial”, afirma o comunicado, que critica a exposição pública do caso nas redes sociais.

Através de nota enviada a VEJA pelo advogado Pedro Santiago, responsável pela defesa de Bruno Formiga e Cauã Magalhães, os atletas negam as acusações e “ratificam que a própria investigação policial da Tijuca e segue sob sigilo”.

“Essa lamentável postura contribui para a formação, perante a opinião pública, de uma percepção distorcida e nebulosa dos fatos, acompanhada da condenação social antecipada de indivíduos que, após sete meses de investigação, não foram indiciados pela Autoridade Policial, não foram denunciados pelo Ministério Público, não foram condenados pelo Juízo Criminal, a partir das imputações que vêm que vêm sendo divulgadas como se constituíssem verdades estabelecidas”, acrescenta o texto.

 

 

 

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