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Para Vera Holtz, neofeminismo impera na geração atual

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Veja publicação original: Para Vera Holtz, neofeminismo impera na geração atual

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Por Maria Beatriz Melero

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“Acho que atravessamos um grande momento de conscientização”, destaca atriz

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Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo desta segunda-feira (30), a atriz Vera Holtz falou sobre o momento vivido recentemente pelo movimento de mulheres. Para a global, impera entre a geração atual o chamado “neofeminismo”.

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“Mais que feminismo, é um comportamento que busca o empoderamento, a igualdade salarial, um outro tipo de coisa. Acredito que cada geração cria as expectativas necessárias. E é isso que estamos vendo. Uma geração que está em busca de uma participação mais ativa, atual, não só em relação à própria vida mas em relação à sociedade, à política“, explicou Vera.

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Para a Dona Ofélia Benedito da novela Orgulho e Paixão, o neofeminismo trata-se de um movimento geracional. Ela também lembrou que em outros momentos da história, existiram movimentos geracionais similares ao atual.

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“A geração é cúmplice dela mesma. Acredito que esse movimento que estamos vendo hoje, esse neofeminismo, é geracional porque nós já tivemos outros. Eu mesma já participei, no passado, de grandes movimentos hippies (…) Era mais ligada à liberdade, drogas, sexo e rock and roll, apesar de não participar de nada disso. Mas era a minha geração, posterior à geração mais politizada.” 

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De acordo com Vera, o movimento atual deve ser visto com atenção. “Acho que atravessamos um grande momento de conscientização“, ressaltou.

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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