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O feminismo está na moda

Saiu no site GPS:

Do movimento Black Lives Matter ao Free the Nipple, a tendência de moda para 2017 fala por si

Em Setembro de 2016, Maria Grazia Chiuri tornou-se a primeira mulher a assumir a direcção criativa da Dior. Sem fugir aos códigos da maison, deu uma voz sonante à expressão feminina e celebrou a moda como motor da quebra de convenções. Na sua primeira colecção, a Primavera/Verão 2017, destaca-se uma T-shirt, onde se lê em letras pretas sobre branco We Should All Be Feminists.

Nas apresentações das colecções para a mesma estação, outros nomes importantes como Michael Kors ou Haider Ackermann seguiram os mesmos passos e a roupa falou pelos seus criadores – alto e claramente. Mensagens como Be Your Own Hero e Futuresex marcharam nas passarelas e gritaram a plenos pulmões que a indústria da moda está unida na luta pela igualdade de género.

De Paris a Nova Iorque, as semanas da moda foram palco de uma nova tendência que rapidamente passou para as ruas. A moda revoltou-se ao lado de todas as mulheres que, a 21 de Janeiro, nos Estados Unidos e na Europa, independentemente da raça, faixa etária ou religião, marcharam contra o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o seu discurso misógino.

 

 

 

Publicação Original: O feminismo está na moda

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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