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Musical ‘Lugar de Escuta’ debate o feminismo

Saiu no site FOLHA DA REGIÃO

 

Veja publicação original:  Musical ‘Lugar de Escuta’ debate o feminismo

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São oito atrizes, sob a direção de Fabiana Tolentino e um grande desafio diário – “Lugar de Escuta” é um musical híbrido, que se adapta a cada apresentação. Com estreia prevista para esta quarta-feira, 21, no Teatro do Núcleo Experimental (Rua Barra Funda, 637), o espetáculo trata de temas urgentes, como feminismo e desafios do tempo atual.

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A ideia surgiu em março. “Nasceu primeiro da minha necessidade de fazer algo com a minha insatisfação com o mercado de musicais no Brasil, que reforça a cultura dos perfis e estereótipos – se você fez coro, você é para sempre coro. Poucos conseguem furar isso. Eu tinha acabado de sair do ‘2 Filhos de Francisco’, que foi uma experiência excelente artisticamente. Eu queria mais. Decidi morar em São Paulo e comecei a estruturar o que seria o M.O.T.I.M, esse grupo de estudo”, conta Fabiana, em depoimento divulgado pela assessoria de imprensa do espetáculo.

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Foi a partir dessa insatisfação que ela convidou amigas artistas para estudar sobre assuntos como o papel da mulher na arte, buscando referências em livros. A empolgação foi crescendo assim como o grupo aumentava até que Fabiana descobriu qual seria a estrutura da peça, inspirada em um parque criado pela artista francesa Niki de Saint-Phalle que, morta em 2002, usou a técnica do papel machê para criar suas famosas Nanás, grandes bonecas que representam o mundo feminino.

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Assim, “Lugar de Escuta” traz cenas que apontam para diversos lugares da fala a fim de trazer um panorama sobre as diversas questões que marcam o cotidiano das mulheres, dos dissabores aos momentos de delícias. No total, são 22 cenas inspiradas pelos 22 arcanos maiores do tarô, mas apenas oito delas serão apresentadas em cada sessão. Essas cenas serão selecionadas por um jogo de tarô com a seguinte pergunta: “Que peça de teatro a plateia de agora precisa assistir?”.

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As apresentações são acompanhadas de uma exposição de obras de quatro artistas, que criaram especialmente para o espetáculo. São dois painéis de 4 metros de altura, idealizados por Beatriz Ghidalevich, Jessica Factor, Natalia Cares e Amanda Falcão, que também terá outros trabalhos expostos no teatro.

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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