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Mulheres ocupam a maioria dos assentos do Parlamento da Nova Zelândia

Saiu no Estadão

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Nesta semana, a Nova Zelândia entrou para a história, especialmente para a história da mulher, quando mais legisladoras do que os legisladores assumiram a maioria dos assentos do Parlamento do país pela primeira vez. Na terça-feira, Soraya Peke-Mason assumiu como parlamentar pelo Partido Trabalhista, o órgão legislativo neozelandês com 60 mulheres e 59 homens.

“Ao mesmo tempo que é um dia especial para mim, considero um dia histórico para a Nova Zelândia, disse Peke-Mason a repórteres.

Nicola Willis ecoou esta alegria: “Estou feliz por minhas filhas estar em um país em que as mulheres estão crescendo igualitariamente na vida pública é normal. É algo notável”, afirmou ela.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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