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Mulheres de pastores adoecem por pressão desumana em casa

Saiu no Estadão

O apóstolo Rina, fundador da Bola de Neve Church, anunciou que tomará um ano sabático para se dedicar ao casamento.

No início do mês, o enteado e a sogra de Rina declararam pelas redes sociais que ele abusa da esposa, a pastora Denise.

Por causa disso e das colunas que escrevi sobre abusos que mulheres sofrem em algumas igrejas evangélicas, um interlocutor me escreveu: “Tenho um tema pra você, mas é bem complicado, vespeiro mesmo”.

Ele pediu para não ser identificado, inclusive para relatar as dificuldades que viveu, entre quatro paredes, como filho e neto de pastores e alguém que seguiu a mesma carreira. A experiência dele pode ser comum, mas não deve ser generalizada para qualquer igreja ou pastor.

“Nós vivemos de aparências. Até o dinheiro para meu sustento depende da imagem que as pessoas têm de mim como um homem de deus, ilibado do ponto de vista moral e do comportamento. Isso não precisa ser verdade, contanto que me vejam assim”, disse.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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