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MPSP e Escola Superior lançam iniciativa contra assédio a mulheres em grandes eventos

Saiu no MP/SP

Na abertura do evento Pacto Ninguém se Cala, promovido nesta quarta-feira (31/1) pelo MPSP, pelo Ministério Público do Trabalho e pela Escola Superior do Ministério Público, o procurador-geral de Justiça, Mario Sarrubbo, ressaltou a importância da prevenção para evitar que as mulheres sejam vítimas de assédio em grandes eventos, como o carnaval.

“Importante trabalharmos preventivamente. Que cada uma possa se divertir com liberdade”, anotou o PGJ, que enfatizou o pioneirismo do MPSP no enfrentamento à violência de gênero. “Vi nascer a cultura de defesa da mulher no Ministério Público de São Paulo”, afirmou Sarrubbo, logo após a Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (ABRACERVA) e a Consultoria Aos Cuidados, entidades representadas respectivamente por Gilberto Tarantino e Carolina Oda, formalizarem sua adesão ao Pacto Ninguém se Cala, que tem como objetivo incentivar a conscientização do enfrentamento da violência contra a mulher em bares, baladas, restaurantes, casas de espetáculos, eventos e similares.

“Esse é um tema da sociedade, não é um tema da mulher”, assinalou a vice-corregedora do MPSP, Liliana Mortari.

“Esse será o primeiro carnaval que acontece sob a vigência de legislação federal, estadual e municipal”, declarou Vera Lúcia Carlos, chefe do Ministério Público do Trabalho em São Paulo.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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