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Moda Plus Size: empoderamento feminino através das roupas

Saiu no site FOLHA DA REGIÃO

 

Veja publicação original:  Moda Plus Size: empoderamento feminino através das roupas

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Por Leticia Leite

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O termo Plus Size foi popularizado pela designer Lane Bryant na década de 1920, criando um modelo de vestido com elástico na cintura e saia plissada. Ela também foi responsável por criar as “Misses Plus Size”, apresentadas em seus catálogos com peças em tamanhos maiores para mulheres “robustas”. O sucesso foi tanto que lojas de departamento nos Estados Unidos passaram a produzir vestidos e casacos “plus size”. Até esse momento, o termo era utilizado apenas para roupas, não para mulheres em si. Foi em 1953 que um anúncio da marca Korell definiu uma de suas coleções para o público. Porém, as peças oferecidas não estavam dentro das tendências da época, com mangas longas, estampas discretas e saias abaixo dos joelhos. Essa padronização limitava a liberdade de criação e expressão das mulheres.

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Nas décadas de 60 e 70, surgiram ícones da moda plus size, como a cantora Cass Elliot, que trouxe um visual colorido e hippie, contrariando as limitações anteriores. Esse é um dos objetivos da atual moda plus size, segundo Alessandra Rodrigues Lopes de Souza, proprietária de loja de roupas dedicada ao público, em Birigui. Para ela, todas as mulheres, independente de peso ou idade, devem ter acesso às tendências da moda. “Muitas clientes chegam à minha loja reclamando pela falta de lugares que tenham roupas do seu tamanho, e se tem, são peças sem graça e sem estilo. Elas também querem usar croppeds, bodys, mini-saias, tudo que está em alta, é isso que eu proporciono à elas: o que está na moda, conforto e aceitação do próprio corpo”.

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Ou seja, mais do que a fabricação de “tamanhos maiores”, a Moda Plus Size é o desenvolvimento de uma coleção pensada especificamente para pessoas que se encontram acima do peso padronizado pela sociedade, e não abrem mão de se vestirem bem. “Me interessei pelo plus, primeiramente, porque engordei, chegando a pesar 112 quilos. Ali, enxerguei a dificuldade e necessidade de encontrar uma moda jovem e moderna para meu tamanho. Me identifiquei com a mercadoria na hora, e é isso que quero oferecer às minhas clientes, pensando em suas vontades, como elas desejam se vestir. Então, temos que ouvir o que essas mulheres querem. Encontrar roupas que te fazem se sentir bem e bonita é essencial, porque assim, valorizamos o que somos e também nos identificamos”, explica Alessandra.

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Inclusão e usabilidade são os pilares da Moda Plus Size, que atende a demanda de tamanhos maiores. Segundo levantamento da empresa Iemi – Inteligência de Mercado, registra-se um salto de 7,9% entre 2013 e 2015, considerado o período de ascensão do segmento no mercado. Dados da ABPS (Associação Brasileira de Plus Size) também revelam que nos últimos três anos, o crescimento foi de 21%.

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Junto a seu marido, José de Souza Neto, Alessandra gerencia sua loja desde 2009 em Birigui, estabelecimento que faz parte dessa crescente oferta, se tornando referência no município e região. As peças começam no tamanho 42 e vão até 54. Hoje, grandes marcas e corporações investem cada vez mais nesse mercado que já vale R$20 bilhões só nos EUA. Alessandra fala que a atenção ao segmento é merecida, já que o mercado deve se adaptar aos clientes, que buscam representatividade e empoderamento. “Há uma certa resistência ainda em algumas mulheres em se aceitarem como plus size, pois não gostam de serem rotuladas dessa maneira. Não vejo problema, mas acho que é preciso refletir um pouco sobre essa questão, já que nós devemos não apenas aceitar nossas curvas, mas também ter orgulho delas”, finaliza Alessandra, que reafirma: “Não importa o seu tamanho, e sim o que você quer vestir!”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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