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Luta contra a violência à mulher estampa campanha em caixas de leite

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A partir de hoje, 8, Dia Internacional da Mulher, quatro marcas de leite (Batavo, Elegê, Itambé e Parmalat) promovem uma campanha contra a violência à mulher. Desenvolvida em parceria com o Projeto Justiceiras, a ação criou um canal de atendimento e denúncias. A rede de apoio multidisciplinar pode ser acessada por meio de QR Code estampado em cerca de 200 milhões de caixas de leite UHT. A equipe funciona 24 horas, todos os dias da semana e reúne profissionais das áreas de Acolhimento, Justiça, Saúde, Psicologia e Socioassistencial.

Criada em 2020 pela ONG Justiça de Saia, o Justiceiras busca identificar, prever e combater este malefício. Com 15 mil voluntárias, neste período, o projeto já atendeu 13 mil casos, tanto no Brasil como em outros 27 países. Conforme a idealizadora, a advogada e ex-promotora de Justiça Gabriela Manssur, o foco da iniciativa é facilitar o acesso à Justiça e ao sistema de proteção.

“O leite está na mesa de famílias de diferentes faixas etárias e classes sociais. Estampar esse chamado nas milhares de caixinhas consumidas pelo Brasil é um serviço público”, destaca. Gabriela lembra que os relatos podem ser feitos pelas vítimas, por amigos e parentes.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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