Saiu no site G1
Mulher relatou ter sofrido assédio sexual e moral de supervisor em Sorocaba (SP). Juiz também considerou demissão discriminatória e determinou indenizações. Toyota afirmou que não tolera assédio.
A Justiça do Trabalho condenou a montadora Toyota, na unidade de Sorocaba (SP), a pagar indenizações a uma ex-funcionária vítima de assédio sexual e moral cometidos por um supervisor.
A decisão, proferida em abril deste ano pelo juiz Luciano Brisola, da 4ª Vara do Trabalho do município, também reconheceu que a demissão da mulher foi discriminatória, garantindo a ela o direito de receber o valor equivalente a todos os salários do período em que ficou afastada.
Procurada pela reportagem, a Toyota afirmou que não tolera qualquer forma de assédio e que trata as denúncias recebidas com seriedade (leia a íntegra da nota ao final da reportagem).
Na ação, a defesa da vítima relatou um cenário de perseguição e constrangimento que durou anos. Mesmo após a mulher buscar ajuda no setor de Recursos Humanos (RH), a empresa aplicou apenas uma advertência verbal ao agressor e o mudou de turno, medida considerada ineficaz pela Justiça para frear as importunações.
A trabalhadora foi contratada pela Toyota em outubro de 2021, atuando como montadora multifuncional nas linhas de produção. Ela afirma que, desde o início do contrato, passou a ser alvo de comentários maliciosos por parte do gestor responsável pelo setor.
Segundo a ação, o supervisor costumava fazer insinuações de cunho sexual, inclusive na frente de outros colegas de trabalho. Uma das frases ditas publicamente por ele foi que a vítima “gostava de banana”, gerando profundo constrangimento.
As abordagens se tornaram ainda mais invasivas quando a funcionária comentou que faria uma cirurgia plástica. O chefe passou a afirmar, repetidas vezes e de forma direta, que o corpo dela ia ficar legal e que queria muito ver o resultado da cirurgia.
Chantagem na área do café
O episódio mais grave de assédio sexual ocorreu em meados de junho de 2023. O gestor ordenou ao chefe direto da vítima que ela saísse da linha de montagem e fosse encontrá-lo em uma área de convivência da fábrica para tomarem café.
No local, ele a questionou sobre o motivo de ela não trabalhar no sábado seguinte. A mulher explicou que entraria de férias e que já tinha uma viagem marcada com a família.





