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Itália aprova lei para combater violência contra mulher

Saiu no site R7

 

Veja publicação original: Itália aprova lei para combater violência contra mulher

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Projeto no país modifica processo a favor daquelas vítimas que fazem denúncias

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Poucos dias depois do “Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres”, o Conselho de Ministros da Itália aprovou nesta quarta-feira (28) o projeto de lei “Código Vermelho”, que modifica o processo criminal em casos de violência doméstica e de gênero.

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O documento elaborado pelos ministros da Justiça, Alfonso Bonafede, e da Administração Pública, Giulia Bongiorno, tem como objetivo acelerar a condução das investigações a favor das mulheres que decidem denunciar violência ou abuso, a fim de reduzir significativamente o tempo do processo e riscos para elas.

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As denúncias de maus-tratos, violência sexual, atos de perseguição e lesões agravadas inseridas em contextos familiares ou de convivência serão levadas diretamente ao promotores que terão de colher o depoimento da vítima em até três dias.

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Código Vermelho

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Segundo Bonafede, o Código Vermelho vai possibilitar que “a polícia dê prioridade ao caso e “proceda sem demora, além de ter que dar um feedback rápido”. “A simplicidade desta lei é também a força desta lei”.

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“Há mulheres que morreram aguardando julgamento depois de apresentar a queixa da violência que sofreram”, explicou Bongiorno na coletiva de imprensa após a aprovação do código.

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Durante a reunião no Palazzo Chigi, o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, e os ministros usaram uma fita vermelha para simbolizar uma proximidade com mulheres vítimas de violência.

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“Para nós, o combate à violência doméstica e de gênero é uma ação que deve ser qualificada com um código vermelho”, disse Conte.

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O projeto ainda inclui a obrigação de treinamento para a polícia do Estado, Carabineiros e a polícia penitenciária, por meio de cursos em instituições específicas, de modo a proporcionar habilidades especializadas necessárias para lidar com os tipos de crimes contra mulheres, tanto em termos de prevenção e repressão, bem como um diálogo mais apropriado com as vítimas.

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De acordo com o vice-primeiro-ministro Luigi Di Maio, pelo menos 150 mulheres são vítimas de feminicídio por ano na Itália, praticamente um crime a cada dois dias. “No ano passado houve mais de 2000 sentenças por estupro e 1.827 por perseguição”.

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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