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Governo Federal anuncia série de medidas e políticas públicas voltadas para a igualdade de direitos das mulheres

Saiu no Governo Federal

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“Houve um tempo em que o 8 de março era comemorado com distribuição de flores para as mulheres, enquanto os outros 364 dias do ano eram marcados pela discriminação, o machismo e a violência”, lembrou o presidente Lula. “Hoje, nós estamos aqui comemorando o 8 de março com o respeito que a mulher exige. Respeito em todos os espaços que elas queiram ocupar, seja no trabalho, em locais públicos, na política ou mesmo em suas próprias casas. Respeito que nós lutamos para construir quando governamos este país. Respeito que faltou ao governo anterior, quando optou pela destruição de políticas públicas”, apontou.

Temos um foco especial nas mulheres negras, indígenas, em situação de rua, ou seja, em quem mais precisa”

Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome 

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias, participou da solenidade e destacou a participação da pasta no pacote de medidas anunciadas pelo Governo Federal. “Temos um foco especial nas mulheres negras, indígenas, em situação de rua, ou seja, em quem mais precisa”, afirmou, lembrando ainda que as mulheres são as protagonistas do Programa Bolsa Família, representando mais de 80% das responsáveis familiares, e que a iniciativa, além de transferir renda, tem o objetivo de promover a inclusão socioeconômica.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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