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Glocal Experience: mulheres à frente da missão em busca pelas metas da Agenda 2030

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No ano passado, 31,9% das mulheres do mundo enfrentaram insegurança alimentar moderada ou severa, contra o índice de 27,6% entre os homens, segundo relatório da ONU. No Brasil, uma em cada quatro mulheres não têm acesso adequado à infraestrutura sanitária e a saneamento, aponta estudo do Trata Brasil com outras instituições. E só no estado do Rio, a Justiça deferiu mais de 33.830 medidas protetivas em 2021 para mulheres vítimas de violência.

Notícias assim, da feminização da fome aos feminicídios, comprovam diariamente o que as mulheres sentem na pele: igualdade de gênero ainda é propósito com muitas distâncias a serem eliminadas. E se esse panorama revela que, na busca pelo cumprimento da Agenda 2030, as mulheres enfrentam barreiras ainda maiores, elas também têm uma missão vital no avanço dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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