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“Feminismo é uma outra palavra para igualdade”, diz Malala Yousafzai à atriz Emma Watson

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Em Londres, a atriz entrevistou a militante de direitos humanos, vencedora do Nobel da Paz de 2014, sobre o peso da palavra “feminismo” e ambas destacaram a importância do apoio de homens à luta por igualdade de direitos
 
por Helô D’Angelo

A atriz inglesa Emma Watson entrevistou a ativista paquistanesa Malala Yousafza após o lançamento do documentário “He Named Me Malala” (“Malala”, em português), no Into Film Festival, em Londres. Emma fez perguntas sobre a luta da paquistanesa contra o machismo. A ativista disse esperar que o documentário ajude a espalhar sua mensagem: “Este não é só um filme, é um movimento”.

Malala, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz 2014, ficou famosa por lutar para que as meninas pudessem frequentar a escola. Aos 15 anos, em 2012, ela levou um tiro na cabeça – um atentado por ter se colocado contra a forma de educação feminina do Talibã – mas conseguiu se recuperar e desde então não parou de lutar pela igualdade de direitos.

“Eu achava que ‘feminista’ era uma palavra traiçoeira. Eu me perguntava: será que sou feminista ou não?”, disse a ativista para Emma. E completou: “Mas depois depois de ouvir o seu discurso, eu decidi que não tem nada de errado em se considerar feminista”. O discurso a que Malala se refere foi feito no lançamento da campanha “He For She” (Ele Por Ela), criada por Emma Watson, que é embaixadora da boa vontade da agência ONU Mulheres desde julho de 2014. A campanha encoraja os homens a lutarem junto com as mulheres pela igualdade de direitos.

Na entrevista, Emma Watson também mencionou o grande papel do pai de Malala, Ziauddin, na vida da garota, e perguntou como ela se sente em relação a homens apoiando o feminismo. “Se nós queremos direitos iguais, os homens precisam se colocar na luta. Eles precisam dar apoio. Não adianta pensar que as coisas vão mudar de repente; nós todos temos que caminhar juntos, e essa é a estrada que meu pai percorre. Ele acredita na igualdade de direitos”, respondeu a ativista.

No Facebook, Emma Watson postou a conversa completa em um vídeo que já alcançou 35 mil compartilhamentos na rede. Na postagem, a atriz escreveu: “O momento mais emocionante de hoje foi ouvir Malala falando sobre feminismo (…). Talvez essa não seja a palavra mais fácil de usar, mas ela o fez mesmo assim”. Sobre a questão do apoio masculino ao feminismo, que tem sido bastante debatida nas redes sociais, Emma Watson considerou no post: “Tenho aprendido sobre as diferentes vertentes do movimento, mas todos temos os mesmos objetivos. Não vamos fazer do feminismo uma palavra assustadora. Quero fazê-lo um movimento acolhedor. Vamos dar as mãos para promover uma verdadeira mudança. Malala e eu estamos falando sério, precisamos de vocês”. Na entrevista, Malala concordou: “Eu sou uma feminista, e todos deveríamos ser feministas, porque feminismo é uma outra palavra para igualdade”.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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