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Ex-namorado que matou mulher e o atual dela já prometia matar a família, diz irmão da vítima

Saiu no Site G1.

 

Veja a Publicação Original.

A mulher que foi morta a tiros pelo ex-namorado em Iguape, no litoral de São Paulo, já havia sido ameaçada de morte pelo suspeito. Em entrevista ao G1, o irmão de Sonia Aparecida Pires Medeiros, de 37 anos, afirmou que o homem já havia prometido matar, inclusive, a família dela. O crime ocorreu no último domingo (20) e vitimou, também, o atual companheiro dela, Elielson Bezerra de Moraes, de 32 anos.

O irmão, que prefere não se identificar, contou que, quando havia briga entre a vítima e o ex-companheiro, Marivaldo Cordeiro, de 56 anos, ele acabava sempre ameaçando a mulher. “Ele estava prometendo isso há algum tempo. Inclusive, de matar a família toda. Sempre dizia isso, mas eles brigavam e voltavam. Ele era violento”, afirma.

O rapaz foi até a casa dela no dia anterior ao crime, conforme relata o irmão, e tentou invadir o imóvel, localizado no bairro Rocio, mas foi visto por alguém. Na ocasião, ele viu o atual namorado da ex-companheira e ficou com raiva. “Meia-noite, ele tentou abrir a porta, mas não conseguiu, pois estava trancada”, relata.

Em menos de 24 horas, o homem apareceu novamente na residência da mulher e, desta vez, conseguiu entrar, encontrando o filho de 15 anos e Elielson na sala. O primeiro tiro dado dentro do local teria sido para assustar, segundo o adolescente relatou a parentes ouvidos pela Reportagem. Elielson correu para o quarto das crianças, sendo seguido por Marivaldo e atingido por um dos disparos.

Os outros filhos de Sonia, de 8 e 10 anos, correram para fora da casa assim que ouviram os primeiros tiros e pediram socorro aos vizinhos. O adolescente relatou que se escondeu atrás da mãe, que foi alvo de diversos tiros. Segundo o irmão, enquanto atirava, o homem dizia “isso é pelo que você fez comigo”.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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