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Estudantes do IFPE criam projeto para auxiliar mulheres a terem renda própria no Recife

Saiu no site G1

 

Veja publicação original:  Estudantes do IFPE criam projeto para auxiliar mulheres a terem renda própria no Recife

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Objetivo do projeto é empoderar financeiramente, através de cursos de costura e artesanato gratuitos, às mulheres, para que elas não dependam dos parceiros, assim evitando casos de violência.

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Por Antônio Coelho

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Com o intuito de empoderar financeiramente as mulheres, estudantes do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) criaram o programa Donas de Maria, que vai oferecer cursos de costura e artesanato gratuitos para mulheres no Recife, além de fornecer insumos e instrumentos para produção. O objetivo do projeto é evitar que mulheres que sofrem agressão física dos parceiros permaneçam em situação de violência por dependência financeira.

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“O progama busca empoderar mulheres de baixa renda a independência feminina, através da oferta de cursos e da disponibilidade de insumos, para que essas mulheres realmente produzam esses produtos, que serão divulgados nas nossas mídias sociais”, explica uma das criadores do projeto, a estudante Larisse Pereira.

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Um espaço especial do projeto também é reservado para acolher os filhos das mulheres que participarem, para que elas possam trabalhar sem a preocupação de não ter com quem deixar as crianças.

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No Instagram @donasdemaria vão ser divulgados os cursos e as vendas dos produtos, bem como as histórias das mulheres por trás da produção. “Para passar a ideia de que não é apenas comprar um produto, e sim ajudar vidas”, afirma Larisse.

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Em fase de arrecadação de verba e parcerias, o grupo depende de investimentos para dar início às atividades, que vão acontecer em Nova Descoberta, na Zona Norte do Recife, e nas sedes do Compaz. As pessoas interessadas em colaborar com o projeto devem enviar uma mensagem para o e-mail: contatodonademaria@gmail.com.

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Dia Internacional dos Direitos Humanos

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O programa faz parte de uma série de atividades em comemoração aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada no dia 10 de dezembro de 1948.

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Nesta segunda-feira (3), a programação conta também com palestras e debates gratuitos, a partir das 9h, na sede da Escola Judicial (Esmape), na Ilha Joana Bezerra, ao lado do Fórum do Recife. Entre os temas estão “Da saúde à dignidade laboral”, “A economia mudial e os Direitos Humanos”.

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Já às 14h30, o tema é “Assédio moral: não pratique, não aceite”. Servidores e magistrados podem se inscrever para participar das palestras no site do projeto. Outras informações podem ser adquiridas através do e-mail comissao.direitos.humanos@tjpe.jus.br.

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Na quinta-feira (6), acontece o lançamento do livro “Direitos Humanos, Direitos de Todos”, às 17h30, no salão nobre do Palácio da Justiça, no bairro de Santo Antônio, no Centro.

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Já na segunda-feira (10), uma medalha de agradecimento é entregue ao Desembargador Nildo Nery dos Santos. A cerimônia tem início às 9h30 e conta com apresentação da Orquestra Cidadã e do Coral TJPE.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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