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Dra Gabriela Manssur participa do Documentário sobre Feminicídio na CULTURA- Estreia 26.11 Quinta-feira

Nesta quinta-feira (26), às 22h45, a TV Cultura apresenta o documentário “Eles Matam Mulheres”, produzido pela repórter Vanessa Lorenzini. O longa mostra relatos de sobreviventes de tentativas de feminicídio, julgamentos detalhados por promotores e advogados, além da análise de especialistas.

Percorrendo 40 anos de luta contra a violência de gênero, o documentário destaca casos anônimos e relembra crimes que se destacaram na mídia. Dentre eles estão o desaparecimento de Eliza Samudio, que levou o goleiro Bruno à cadeia, o assassinato da advogada Mércia Nakashima pelo ex namorado Mizael Bispo, ea morte da jovem Bianca Consoli, cometida pelo cunhado Sandro Dota, e o caso da Larissa, mulher transsexual que faleceu após ser espancada.

Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 1326 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2019, uma alta de 7% em comparação com 2018. O cenário piorou durante a pandemia, quando elas ficaram confinadas dentro de casa com seus agressores. Afinal, 9 a cada 10 crimes são cometidos por parceiros ou ex-parceiros.

Contando com entrevista de Maria da Penha, o documentário relembra a importância da lei de 2006 inspirada em seu caso, além de celebrar a Lei do Feminicídio, de 2015, que incluiu o feminicídio como qualificador do homicídio no Código Penal Brasileiro e aumentou a pena para o crime.

As ações de prevenção e as políticas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, como medidas protetivas, boletins de ocorrência e Disque 180, também são abordadas como soluções para superar o machismo e romper o ciclo da violência.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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