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“Dizer que nós mulheres indígenas não enfrentamos violência de gênero é mentira”

Saiu no site UNIVERSA

 

Veja publicação original:     “Dizer que nós mulheres indígenas não enfrentamos violência de gênero é mentira”

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Porta-voz do movimento das mulheres indígenas, Ro’Otsitsina Xavante conta como elas estão se organizando para combater o machismo nas aldeias

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Por Marina Rossi

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Ro’Otsitsina Xavante no Acampamento Terra Livre em Brasília. (Foto: LUCAS LANDAU/El País )

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Mulheres indígenas de todo o país sairão em marcha pela primeira vez para chamar a atenção para questões de gênero de seus povos. A decisão foi tomada durante o Acampamento Terra Livre, que terminou na última sexta-feira na capital federal. Elas se juntarão à Marcha das Margaridas, manifestação anual que ocorre todo o mês de agosto em Brasília, liderada por trabalhadoras rurais. “Queremos compor com as Margaridas para mostrar aliança”, contou Ro’Otsitsina Xavante, que, na diversidade do movimento de mulheres indígenas, é uma de suas porta vozes.

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Durante o acampamento, as “parentas”, como elas chamam umas às outras, realizaram uma plenária para debater suas principais demandas. Organizaram-se separadamente por região do país e levaram, ao final, as pautas que pretendem defender. Temas pertinentes ao movimento indígena em geral, como a luta pela proteção e manutenção dos territórios e do meio ambiente, saúde e educação foram consenso entre as regiões e etnias. Já a questão da violência de gênero é uma bandeira que começou a ser fincada, ainda que de maneira mais tímida. “Nós mulheres não somos parte do povo, nós somos o povo”, afirmou Ro’Otsitsina. “Então, violando uma menina, violando uma mulher, você está violando o povo”. Confira os principais trechos da entrevista feita durante o acampamento

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Leia a entrevista completa aqui 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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