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Dez atrações imperdíveis do festival Mulheres Pelo Mundo (WOW)

Saiu no site DELAS – PORTUGAL

 

Veja publicação original:  Dez atrações imperdíveis do festival Mulheres Pelo Mundo (WOW)

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Com programação gratuita, evento acontece neste fim de semana na Praça Mauá

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RIO – Algumas das mulheres mais inspiradoras do mundo estarão juntas para conversar sobre suas conquistas e lutas no Rio de Janeiro. É a promessa do festival Mulheres Pelo Mundo (WOW), que reúne artistas, intelectuais, ativistas e empreendedoras entre 16 e 18 de novembro no Rio de Janeiro, na Praça Mauá. Surgido na Inglaterra em 2010, o WOW já passou por 20 países e chega ao Brasil pela primeira vez.

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Na programação, que se espalha por locais como o Museu do Amanhã e o Museu de Arte do Rio (MAR). A programação é gratuita e os ingressos podem ser adquiridos em uma pré-inscrição pelo site ou durante a distribuição de ingressos duas horas antes das atividades.

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O evento é realizado pela ONG Redes da Maré em parceria com o centro cultural britânico Southbank Centre e o British Council. Confira, abaixo, alguns dos destaques da programação.

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Oficina de escrita com Conceição Evaristo

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A escritora Conceição Evaristo Foto: Leo Martins / Agência O Globo
A escritora Conceição Evaristo Foto: Leo Martins / Agência O Globo

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Uma das mais celebradas escritoras brasileiras, Conceição Evaristo, com objetos e um vídeo, comanda uma oficina de produção textual e promove uma reflexão sobre a memória dos povos diaspóricos. Recomendada para professores da rede pública de ensino. Sexta-feira, no observatório do Museu do Amanhã, às 10h. A escritora também particpa de deabte com a jornalista luso-angolana Carla Fernandes no sábado, no auditório do Museu do Amanhã, às 10h.

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Funk you: o lugar de mulher é onde ela quiser

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A antropóloga Adriana Facina e as funkeiras Valesca Popozuda e Tati Quebra-Barraco discutem como o Funk pode ser tanto um espaço de objetificação do corpo feminino como lugar de expressão do poder da mulher negra e periférica. Sexta-feira, na sala 3.3 do MAR, às 14h.

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A literatura das mulheres

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A escritoras Scholastique Mukasonga (Ruanda), Tania de Montaigne (França), Taiye Selasi (Reino Unido), Noemi Jaffe (Brasil) e a idealizadora do WOW, Jude Kelly, discutem sobre a escrita como forma de sobrevivência para mulheres. Sexta-feira, no auditório do MAR, às 16h.

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Shows com Letrux e Elza Soares

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A cantora Letrux faz show na Praça Mauá Foto: Divulgação
A cantora Letrux faz show na Praça Mauá Foto: Divulgação

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No primeiro dia de festival, apresentações de diversas artistas tomam a Praça Mauá. A cantora Anelis Assumpção e a DJ Badsista mostram seu trabalho, e Letrux apresenta seu mais novo disco, “Em noite de climão”. A noite se encerra com show de Elza Soares com participação do bloco afro Ilu Obá de Min. Sexta-feira, a partir das 19h, no palco principal da Praça Mauá.

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Entrevista com Reni Eddo-Lodg

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A escritora Reni Eddo-Lodge, autora de 'Why I’m not longer talking to white people about race' Foto: Divulgação
A escritora Reni Eddo-Lodge, autora de ‘Why I’m not longer talking to white people about race’ Foto: Divulgação

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A fundadora do WOW Jude Kelly conversa sobre carreira, literatura e ativismo com um dos nomes mais comentados na literatura na atualidade: a escritora e jornalista inglesa Reni Eddo-Lodge — autora do bestseller internacional “Why I’m not longer talking to white people about race”. Sábado, no auditório do MAR, às 14h. A escritora ainda conversa com a escritora Djamila Ribeiro no domingo, no auditório do Museu do Amanhã, às 10h.

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Oficina ‘Slap & Tickle’

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A provocadora artista multimídia Liz Aggiss convida o público para um mergulho profundo nos tabus contradições e representações sociais sobre o que é ser mulher através de técnicas de dança, poesia, manipulação de objetos e música. Sábado, no terreiro do Museu do Amanhã, às 18h.

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Perfomance ‘Percussão sísmica’

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A artista catalã Moon Ribas apresenta sua famosa performance “Percussão sísmica”. Com um sensor sísmico on-line implantado no corpo, Ribas recebe vibrações a cada terremoto ocorrido no planeta e transforma essa experiência em performances baseadas em som ou dança. Sábado, no auditório do MAR, às 18h.

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Oficina para homens

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Recomendada para homens a partir de 19 anos, a oficina Man Box busca desconstruir os lugares sociais em que os homens são encaixados desde a infância. Através de atividades, eles serão convidados a refletir sobre como as normas de gênero afetam as suas dinâmicas sociais, saúde e autocuidado.Com Luciano França e Linda Cerdeira, do Instituto Promundo. Domingo, no observatório do Museu do Amanhã, às 10h.

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Homenagem a Marielle Franco

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Mulheres discutem a presença na política durante uma homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada em março, com a presença da deputada federal eleita Talíria Petrone, a ex-governadora do Rio Benedita da Silva e ativista liberiana Korto Williams. Domingo, no auditório do Museu do Amanhã, 11h.

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Desfile Daspu

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Prostitutas e ativistas da da Rede Brasileira de Prostitutas (RBP), a ONG CasaNem e o coletivo Transrevolução armam um desfile em parceria com alunos do Curso de Moda da FUMEC/MG. Peças criadas em parceria com os estilistas Ale Marques e Marcita, com desenhos da cartunista Laerte, estarão na passarela. Domingo, no armazém do Espaço Márcia X, às 19h30.

 

 

 

 

 

 

 

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Preliminares rejeitadas Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Lucimeire Maria da Silva, afastou inicialmente a alegação de inépcia da inicial. Segundo a magistrada, a petição apresentou de forma lógica a causa de pedir e os fatos e fundamentos jurídicos necessários ao exercício do contraditório. Também rejeitou a alegação de cerceamento de defesa. O voto destacou que os réus participaram virtualmente da audiência e tiveram oportunidade de prestar depoimento pessoal, mas a produção da prova foi inviabilizada por eles próprios. Conforme registrado na ata, os réus foram instados três vezes a abrir a câmera. Quando um deles finalmente o fez, constatou-se que ambos estavam no mesmo ambiente. Mesmo após duas determinações para que permanecessem separados, de modo a preservar a incomunicabilidade entre os depoentes, eles não atenderam à ordem. Provas da espionagem No mérito, a desembargadora afastou a alegação de insuficiência de provas. Além da perícia realizada no aparelho, destacou os depoimentos que descreveram como ocorreu a instalação do programa e a forma de acesso às informações. Conforme ressaltou, tanto a vítima quanto os informantes afirmaram que os réus chegaram a mostrar à mulher informações e imagens obtidas pelo aplicativo, em uma espécie de intimidação. Para a relatora, o conjunto probatório demonstrou suficientemente que a mulher foi submetida a reiterada perseguição pelo ex-companheiro e pelo filho, que instalaram o aplicativo para monitorar suas ligações, localização e outros dados pessoais. Violação da intimidade Ao analisar a responsabilidade civil, a magistrada considerou que o monitoramento clandestino representou ingerência abusiva na esfera privada da mulher e violou direitos da personalidade, especialmente a intimidade, a vida privada e a liberdade individual. Segundo o voto, a instalação de mecanismo de vigilância sem consentimento caracterizou ato ilícito, nos termos do art. 186 do CC. Comprovados também o dano e o nexo causal, incidiu o dever de indenizar previsto no art. 927. A relatora o dano moral in re ipsa. De acordo com ela, a gravidade da violação à esfera íntima torna desnecessária a demonstração específica do prejuízo. Conforme afirmou, a vigilância constante, mediante interceptação de dados pessoais e monitoramento da rotina, ultrapassou mero dissabor e atingiu a dignidade, a autonomia e a segurança emocional da vítima. Violência doméstica Outro ponto destacado foi o enquadramento da conduta na lei Maria da Penha. Para a magistrada, o vínculo familiar não reduz a gravidade dos fatos, ao contrário, aumenta a reprovabilidade do comportamento, diante dos deveres de lealdade, respeito e proteção esperados nas relações familiares. A relatora observou que a instalação do aplicativo para acompanhar comunicações, deslocamentos e a rotina da mulher constitui forma de controle abusivo e invasivo no âmbito familiar. Assim, enquadrou a prática nas modalidades de violência psicológica e moral previstas no art. 7º da lei 11.340/06. Segundo o voto, a vigilância clandestina submeteu a vítima a situação de permanente controle e violação de sua esfera íntima, afetando diretamente sua liberdade e integridade psíquica. “A utilização de mecanismos tecnológicos para vigilância não autorizada intensifica a reprovabilidade do comportamento, evidenciando dolo e deliberada intenção de controle”, registrou. Indenização majorada Ao examinar o recurso da vítima, a relatora concluiu que os R$ 5 mil fixados contra cada réu eram insuficientes diante das circunstâncias do caso. Segundo o voto, a definição do dano moral deve considerar a situação das partes, a extensão do dano e a gravidade da culpa, além de observar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, sem permitir enriquecimento sem causa nem reduzir a condenação a montante incapaz de cumprir sua função preventiva e corretiva. No caso, a desembargadora classificou a conduta dos réus como “extremamente reprovável” e destacou o real constrangimento imposto à vítima. Assim, fixou a reparação em R$ 6 mil por réu, totalizando R$ 12 mil, valor considerado mais adequado para compensar a violação aos direitos da personalidade e desestimular novos atos ilícitos. O entendimento foi acompanhado pelo colegiado. Processo: 0710401-64.2022.8.07.0005 Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/462340/filho-e-ex-indenizarao-por-espionar-celular-de-mulher-apos-termino

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