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Desigualdade entre homens e mulheres impede melhora do IDH no Brasil

Saiu no site TV BRASIL/EBC: 

 

Veja publicação original: Desigualdade entre homens e mulheres impede melhora do IDH no Brasil

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O índice mede o progresso do país com base na renda, saúde e educação

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Um estudo divulgado pelas Nações Unidas mostra que o Brasil apresentou melhora no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), em relação a 2016, e se manteve na posição 79, entre os 189 países. A pesquisa também revelou que a desigualdade entre os gêneros persiste.

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Mesmo com mais anos que estudo, as mulheres brasileiras têm IDH inferior ao homens, porque a renda delas é 42,7% menor que a deles. Os homens ganham o equivalente a US$17.566 por ano, enquanto as mulheres recebem US$10.073 anuais.

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O estudo mostra ainda que, apesar de 61% das mulheres concluírem o Ensino Fundamental, enquanto esse percentual entre os homens é de 57,7%; eles dominam o mercado de trabalho, onde 74,7% atuam, enquanto apenas 53,2%  das mulheres estão presentes.

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No Congresso Nacional, a taxa de participação das mulheres é de apenas 11,3%, a mais baixa da América do Sul. Índice inferior, inclusive, que do Níger (17%), país com menos IDH.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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