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Cyndi Lauper cria fundo para auxiliar defesa de assuntos relacionados às mulheres

Saiu na Rádio Rock

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Cyndi Lauper acaba de lançar o “Girls Just Want To Have Fundamental Rights”, um novo fundo dedicado ao apoio financeiro de organizações que promovem ações relacionadas aos direitos e a saúde das mulheres.

O fundo, que tem seu nome inspirado no hit de 1983 da cantora “Girls Just Want To Have Fun”, ganhou o suporte da Fundação Tides, que é uma aceleradora sem fins lucrativos dedicado à construção de um mundo de prosperidade compartilhada e justiça social.

Em seu primeiro ano, o fundo dará principalmente subsídios às organizações que garantem o acesso ao aborto e aos serviços de saúde reprodutiva, numa resposta à derrubada da lei que acabou com esse direito nos Estados Unidos no início deste ano.

“Nunca pensei que veria o dia em que um direito civil fundamental para metade da população seria retirado neste país”, disse Lauper em um comunicado. Ela acrescentou: “É mais importante do que nunca que as organizações que promovam os direitos das mulheres e programas de divulgação que garantam o acesso ao aborto seguro e legal, à saúde reprodutiva e ao pré-natal tenham os recursos financeiros necessários para fazer seu trabalho de salvar vidas. Acredito nos Estados Unidos e acredito que não só recuperaremos o direito de escolher, mas um dia garantiremos a igualdade total”.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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