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Como tornar as cidades mais seguras para as mulheres?

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Saiu no Estadão

Mulheres precisam lidar diariamente com medo do seu dia a violência nos acidentes. Essa dificuldade imposta nos espaços públicos da cidade diminui a participação feminina em atividades profissionais e também de lazer. Impacta, ainda, em sua saúde e em seu bemestar.

Para Jacira Melo, diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, como políticas públicas devem ser reestruturadas, especialmente nas áreas da periferia, onde falta transporte público de qualidade, além de calçamento e iluminação. “Não há recebimento de rede de andar no próprio bairro só porque uma falta permanente de proteção acontece.”

“Não se veem ações para a transformação da infraestrutura e da infraestrutura e também não há muita divulgação de campanhas de segurança nos meios de comunicação e redes sociais para vítimas de fato, combater, constranger e punir assediadores, além de dar acolhimento e suporte reais às vítimas” , acrescenta.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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